29 de dezembro de 2007

Internet periguet


A internet está para a solidão assim como a faca está para o queijo. E, se o mal do século é essa mesma solidão, conforme o poeta Russo, ("cada um imerso em sua própria arrogância esperando por um pouco de afeição". Verdade), nada mais cruel com o coração do que a dita cuja e seus seguidores. Na desculpa de aproximar as pessoas, ela cria abismos e montanhas, por vezes, instranponíveis. É tudo tão simples, prático, indolor: liga o PC e...boom! Tá lá online o homem da sua vida, que, claro você ainda não teve a chance de conhecer de verdade; ao menos não os defeitos. Mas quem liga pra defeitos? Deixa isso pra depois que se aproximarem fisicamente...e quando será mesmo? Ah, vamos ver as tarifas promocionais da GOL. Nããããão, ela não está online, logo saiu com aquele amiguinho dela, que de gay não tem nada. Rá, essa vagabunda tá pensando que é quem pra deixar esses recadinhos melosos? Por isso ele não me chamou...saiu com a quenguinha! Quem é esse filho da puta que comenta no blog dela com a maior intimidade? Dá o fora, porra; deixa minha mulher! Não, não é minha namorada; não, nunca nos falamos a não ser pelo chat...ah, vai, minha sim! Não, não dá pra conversar numa boa contigo; melhor pararmos de nos falar; pronto, acabou! ...
Não fosse o msn, talvez as pessoas se esforçassem mais pra se encontrar e talvez valesse a pena não se contentar com pouco. Não existisse o orkut, menos corações seriam partidos na descoberta de cabeludas traições ou na leviandade daquilo que parecia ser amor. Pessoas cegas, mas felizes. Desinformadas, mas bem servidas. Menos nóia, menos mal-entendidos; menos interpretações loucas sobre o que se vê e se lê. Talvez até mais sexo. E sorvete no domingo. Quer namorar comigo? Só se você botar no status do orkut, claro. Ah, e tem que ter foto casalzinho no perfil e depoimento apaixonado. Se não estivesse tão escancarada a agenda "Dias diferentes, gatas alternadas" dele, eu continuaria achando que estava interessado em mim. Ah, menina, relaxa; se não houvesse o orkut, irias superdimensionar os sentimentos dele, te tornarias uma tabacuda apaixonada e ainda comprarias gato por lebre. É, santa internet! Volta pro mar, oferenda! E ainda reclamam de solidão, de que não acham alguém pra compartilhar a triste vida. Deve ser aquela coisa: "vou esperar pra ver se aparece alguém melhor". Quem espera sempre alcança. Só que poucos esperam. E quem vier se queixar de estar só pra mim de novo mando arrumar uma lavagem de roupa, um cachorro pra dar banho ou um blog pra escrever asneiras!

28 de dezembro de 2007

Nem é verdade


L'Aventura
(Renato Russo)

Quando não há compaixão
Ou mesmo um gesto de ajuda
O que pensar da vida
E daqueles que sabemos que amamos ?

Quem pensa por si mesmo é livre
E ser livre é coisa muito séria
Não se pode fechar os olhos
Não se pode olhar pra trás
Sem se aprender alguma coisa pro futuro

Corri pro esconderijo
Olhei pela janela
O sol é um só
Mas quem sabe são duas manhãs

Não precisa vir
Se não for pra ficar
Pelo menos uma noite
E três semanas

Nada é fácil
Nada é certo
Não façamos do amor
Algo desonesto

Quero ser prudente
E sempre ser correto
Quero ser constante
E sempre tentar ser sincero

E queremos fugir
Mas ficamos sempre sem saber

Seu olhar
Não conta mais histórias
Não brota o fruto e nem a flor

E nem o céu é belo e prateado
E o que eu era eu não sou mais
E não tenho nada pra lembrar

Triste coisa é querer bem
A quem não sabe perdoar
Acho que sempre lhe amarei
Só que não lhe quero mais

Não é desejo, nem é saudade
Sinceramente, nem é verdade

Eu sei porque você fugiu
Mas não consigo entender

22 de dezembro de 2007

Dezembro


Luzes que fazem a noite brilhar como o coração diante de novos sonhos. Dinheiro no bolso; saúde pra dar e vender. Presentes e presenças. Latentes as ausências. Papai Noel ou pessoa cruel. Saudade do que se foi...e do que não foi. Saudade que não se foi junto com o calendário velho. Sol quente pra derreter o iceberg cardíaco. Confraternização sem fraternidade. Amigo secreto sem amizade. Peru e rabanada sem vontade. Talvez um sorriso de verdade. Esperança de dias melhores; ao menos na cor das calcinhas. Espumante e banho de mar, sete ondinhas. Lágrimas e a ficha da solidão caindo certeira. Solidão e fichas apostadas no fim certo das lágrimas. Vontade de estar com ele. Estar com ele sem vontade. Mãos dadas sem calor. Suor pela mão querendo se dar. Nó na garganta; nó na gravata. Nó nas tripas; nó nas camas...nós em chamas; nós...quem chama? Voz de quem se ama; o amado que não tem voz; voz que falta; voz que não se merece ouvir. Ouço fogos...acabou dezembro! A gente é fraco, cai no buraco; o buraco é fundo; acabou-se o mundo. Mais doze meses pra chegar o mês doze, o melhor e o pior dos tempos, que arranca máscaras e provoca verdades. 5, 4, 3, 2, 1...bem-vindo, ano par!

17 de dezembro de 2007

Sem fé


Povinho escroto esse tal ser humano. Queixa-se da solidão, e afasta boas companhias; clama por atenção, e negligencia; chora leite derramado, e derrama outros litros; revolta-se com a mentira, e foge da verdade; reclama da fome, e nega o pão; diz que ama o feio, mas este não lhe parece bonito como o ditado; cativa, e não mantém; conquista, e renuncia; luta, e abandona a batalha; sorri, e faz sofrer. E nesse paradoxo de carne, osso e alma (sebosa ou penada) perdi a fé.

14 de dezembro de 2007

Chuva


Tão ingênuo acreditar
Que a vida será diferente
Se na alegria já se pressente
Estrondo grave, trovão do penar

E por que, ao se assustar,
A gente não se defende
E se protege, demente,
Para não ter de enxugar

A chuva, que teima em cair
Relâmpago claro a partir
O peito já dolorido?

Mas não adianta entender
Por que se merece sofrer
Se tudo já foi diluído.

10 de dezembro de 2007

Quem casa quer caso


Nem é maio, o (brega) mês das noivas, mas falar de alianças me ocorreu novamente. Isso porque, na mesma época, dois amigos me vêm se queixar da existência e da ausência, respectivamente, dessa instituição tida como essencial na nossa falida sociedade. Ele chorava suas pitangas por ter mais de 30 e ainda estar solteiro: "Sensação de ter feito nada na vida; não tenho um filho, moro com meus pais!", numa pausa de sua agitada e bem-sucedida vida profissional, acadêmica e social. Ela manteve os olhos secos ao ser acusada de que falar na simples existência do marido era-lhe triste, apesar de sua árvore de Natal já estar garantida ao lado dos porta-retratos da família feliz: "Não estou disposta a abrir mão de algo pelo qual tanto lutei", soltou. Meu ímpeto não seguido fora o de colocar ambos frente a frente e ficar observando o diálogo, se ele se desse; e tive dificuldade para me responder se estava ou não ficando louca. Só eu vejo pessoas se casando num mês e se separando no outro? Só eu vejo dor, frustração, mágoa, ódio entre casais que não se afinizam por laços mais puros? Sou fria demais (como dizem tantos) ou, ao contrário, uma romântica absurda (outros tantos)? O padre "fazedor de amores eternos" talvez possa me explicar por que é tão importante para o homem e a mulher formar família instituída a partir de tão fraco argumento chamado casamento...Quiça se atreva o magistrado "sabido" das leis que regem o matrimônio. Ou nossos avós, se a eles tivesse sido perguntado. Longe de mim assumir a identidade de Super-Odeio-Casais-Felizes, até porque já fui parte feliz e infeliz de casais. Meu Oscar-Rebeldia vai para a regra pré-escolar de que os seres vivos nascem, crescem, (casam), se reproduzem e morrem. Casar é objetivo de vida de muita gente, Nossa Senhora dos Coitados! E o que há de errado nessa constatação do óbvio é que não importa com quem se casa, nem o porquê. "Ah, tô ficando velha", "Poxa, ele vai ser um bom pai para meus filhos", "Mas é que não agüento mais viver com meus pais"...Como se casamento salvasse alguém. O que "salva" é ser o que se quer, não se frustrar, sentir-se em paz com ou sem alguém. Nem vou citar o amor, porque seriam outras tantas escritas...Mas o que vejo é a superficialidade tatuada em quem aposta no casamento como meta, nirvana, supra-sumo. Ser feliz e, portanto, casar é oração de sintaxe distinta de Casar a fim de ser feliz. Viva o que se une pelo coração, e não por motivos mundanos como status ou psicóticos como carência! E se o anti-cupido aqui aconselhasse a moça a trocar o marido pelo rapaz com mais de trinta? Ambos estariam felizes nos seus objetivos...e com os mesmos quatro olhos perdidos. E eu teria certeza (por enquanto apenas suponho) de que estou em pleno episódio de Além da Imaginação.

5 de dezembro de 2007

As leis do compromisso


Compromisso é quando se compra um anel caro e se obriga o parceiro a usar para que fique clara a terceiros a posse de um sobre o outro. Ao menos é esse o conceito que parece nortear os relacionamentos. Só valem os contratos. Namoro, noivado, casamento, caso, amizade, parentesco, coleguismo, inimizade. Quando tudo se institui, passa a valer certa codificação com normas obsoletas que regem o compromisso. Fidelidade, honestidade, lealdade, bem-querer, respeito, gentileza...É, algumas normas em desuso, como disse. Os pactos sociais ainda são os que valem no mundo hipócrita de revista Quem, álbum do orkut e domingo na praia. O beijo apaixonado na esposa pode ter se tornado ornamento no porta-retratos; no orkut, os sorrisos brilhosos do grupo de amigas hermanas ostentando seus drinks numa noite ímpar podem não resistir ao dia seguinte, quando uma delas pede apoio além-bar; o atar das mãos na ceia de Natal pode se desfazer na volta pra casa, antes do deitar. Rótulos e bulas, mandamentos e dogmas, instituições e convenções...compromisso? A verdade que falta nas fotos pode valer na relação com o porteiro do prédio, o garçom, a avó da amiga, o desconhecido da internet, o estagiário. Se não há respeito entre as partes de contratos sólidos e assinados, que dirá nos relacionamentos avulsos? "Não temos compromisso" virou senha de acesso a justificativas de atitudes incovenientes. Traição, descaso, acusação, sabotagem, abandono, desrespeito...nada disso existe mais, por culpa do não-compromisso! "Não sou, logo não devo". "Não é minha responsabilidade"...argumentos não faltam. Sobram corações partidos, sentimentos banalizados, laços desfeitos do que nunca se fez. Laços concretos e também abstratos, como tinha o casal de mendigos do sensacional filme Dolls, escravo de sua culpa, compromissado com o amor, alianças em outras mãos.
Eu creio no compromisso com o próximo e leio a cartilha Todos merecem respeito. Como aprendiz, erro, cometo delitos, negligencio às vezes a norma da gentileza comum. Mas acredito na lei do Bem Comum e me enquadro nessa constituição. Mesmo quando estou no banco dos reús, após sentenças difíceis.

28 de novembro de 2007

Pessoas, verbos, carros


Passam fácil, rápido, ora invisíveis, assim como os carros na avenida dia de sexta. As pessoas vêm e vão, são, mas nem sempre estão. E ainda assim vivemos como se estivessem. Assim pra sempre. Assim quando a gente quer. E pro que a gente quer. Deve ser por essa certeza burra de que elas sempre voltam que não aproveitamos o que cada uma tem pra oferecer. Ou extraímos o pior delas, tomando as piores atitudes, como o descaso. Ter segurança de que se pode deixar pra depois aquele jantar com um amigo de infância, o encontro bobo com a avó ou a viagem pra se aproximar de alguém que se admira nos faz displicentes, negligentes e indecentes. Colocamos empecilhos, deixamos pra amanhã, ficamos no superficial, discutimos, tememos, afastamos, machucamos, escondemo-nos...fazemos tudo como manda o livro Somos Eternos e Estamos a Disposição. Só que o tempo é cruel, a vida terrena é fulgaz e o pra sempre não existe. Quando vem a morte, a separação ou a distância de forma geral, o nó na garganta não desata, e se implora pra voltar no tempo. Mas as pessoas passam fácil, rápido, ora invisíveis, assim como os carros na avenida dia de sexta. E nem assim a gente atravessa com mais cuidado.

20 de novembro de 2007

McHomen's - Super Saiz de Mim


Felícia * como num disco riscado...says: Sempre boy seqüelado

Operação "Adeus caminhão da Prefeitura!" mode on says:
é mesmo. depois q conseguiu o q queria caiu fora

Operação "Adeus caminhão da Prefeitura!" mode on says:
ai, a cada dia eu odeio mais os homens

Operação "Adeus caminhão da Prefeitura!" mode on says:
se eu tivesse uma tendencia minima, ja tinha virado sapata

Felícia * como num disco riscado... says:
eu tb

Felícia * como num disco riscado... says:
odeio muito esses putos

Felícia * como num disco riscado... says:
Odeio Muito tudo Isso, slogan do McHomen's

Operação "Adeus caminhão da Prefeitura!" mode on says:
HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAH

Felícia * como num disco riscado... says:
peça pelo número

Felícia * como num disco riscado... says:
Número 1-Bigcorno - adora uma gaia

Felícia * como num disco riscado... says:
Número 2-McVaiverseeutônopróximoquarteirão - usa uma vez e some, sem dar endereço

Felícia * como num disco riscado... says:
Número 3-McChique - só pra desfilar nas festas e sair na coluna social

Felícia * como num disco riscado... says:
Nuúmero 4- McCheidanota - Pra pagar o champanhe com caviar

Operação "Adeus caminhão da Prefeitura!" mode on says:
huahuahuahuahuaahuahu

Operação "Adeus caminhão da Prefeitura!" mode on says:
bota isso no teu blog, por favor!

Felícia * como num disco riscado... says:
Número 5-McNífico - um amante profissional, se quiser dar uma gozadinha vez em qdo

Felícia * como num disco riscado... says:
Número 6-McFishadonapolícia - Que você coloca na lista negra e espalha pras amigas não pegarem

Felícia * como num disco riscado... says:
Número 7-McCrisporraéessa? - Brochas e seqüelados em geral

Felícia * como num disco riscado... says:
Número 8-McDuplapersonalidade - Com síndrome bipolar de humor, só serve se vc tiver a fantasia louca de viver com dois homens diferentes

Operação "Adeus caminhão da Prefeitura!" mode on says:
hahahahahahahahahahaha

Operação "Adeus caminhão da Prefeitura!" mode on says:
menina, faz um posto com isso!
JÁ!

Felícia * como num disco riscado... says:
vou fazer

Felícia * como num disco riscado... says:
bando de puuuto

***

19 de novembro de 2007

Fast forward


Alta Ansiedade
(Cazuza)

Se marco uma entrevista às 2
1:15 já fumei 10 cigarros
Se vou gravar uma faixa
A mesa do estúdio está quebrada
Não sei esperar, não sei esperar
E a minha vida é um engarrafamento

Se tenho uma festa às 10
8:30 já estou pronto
Fico balançando os pés
Sentado na beira da cama
O tempo não passa pra mim
Quero mais velocidade
Várias coisas ao mesmo tempo
Não quero esse bonde lento

15 de novembro de 2007

Gel sedutor








Cantarolar músicas de Sandra de Sá, Eliana de Lima ou Sampa Crew em bares respeitáveis da cidade. Brincar de Celebridade, com post-it amarelo na testa, em casa ou no restaurante japonês. Fazer performance de Pepê e Neném, Madonna ou Carla Perez no meio da rua, para respeitável público. Descer até o chão, chorar e deitar na grama em respeitáveis festas. Ouvir e compartilhar Beatles no caminho entre bares com os carros emparelhados. Colecionar a revista Sou + Eu e se urinar de rir com os casos da vida (sur)real em coletividade. Gastar uma tarde respeitável de churrasco comentando o outdoor trash do gel sedutor Mariah Marin, do gloss "Comi galeto, baby" e do rímel q "faz o mesmo efeito de quando você acaba de sair da piscina". ...Para todas as outras existe MasterCard.

12 de novembro de 2007

Florbela e a fera


PARA QUÊ?!

Tudo é vaidade neste mundo vão...
Tudo é tristeza, tudo é pó, é nada!
E mal desponta em nós a madrugada,
Vem logo a noite encher o coração!

Até o amor nos mente, essa canção
Que o nosso peito ri à gargalhada,
Flor que é nascida e logo desfolhada,
Pétalas que se pisam pelo chão!...

Beijos de amor! Pra quê?! ... Tristes vaidades!
Sonhos que logo são realidades,
Que nos deixam a alma como morta!

Só neles acredita quem é louca!
Beijos de amor que vão de boca em boca,
Como pobres que vão de porta em porta!...

Florbela Espanca

6 de novembro de 2007

Na rede


Histórias as mais interessantes se podem contabilizar quando o assunto é relacionamento via internet. Não falo de joguinhos fúteis e abomináveis do tipo "De onde tc? Tem webcam?". Mas de como essa rede danada revolucionou o que se entendia por amizade, namoro ou casamento, ao diminuir distâncias, extinguir barreiras de tempo e espaço e escancarar ou mascarar sentimentos. Pro bem ou pro mal, o fato é que a net tornou-se madrinha de um número absurdo de casais, que se conheceram, se reconheceram, se reencontraram ou se transformaram não através de, mas por causa de chats, e-mails, orkut e tudo o mais. Ainda na década de 90 e seus primatas, como o mIRC, uma amiga se engraçou por um rapaz, da mesma cidade, que freqüentava o mesmo bat"canal". Casados até hoje. Este hoje em que outra querida amarga a ausência do namorado de longa data, que está fazendo curso no Canadá. Mas tem chat, tem voz, tem imagem...quase tato, quase cheiro. Um quase que tortura, segundo outra, que encontrou um dos poucos caras casáveis do mundo por acaso, via orkut, mas ainda não teve oportunidade de tocar os pêlos do seu rosto. Rosto como deve ser o do noivo negeriano de uma simpática romântica, que espera, há dois anos, pela primeira visita do amado, viúvo, que pretende trazer o kit completo (4 filhos) ao Brasil, para que sejam felizes para sempre. Sempre que é igual a nunca: não se pode dizer. Dizer aquelas premissas perigosas, "eu te amo", "não te quero mais", que podem tornar as coisas mais fáceis ou precipitar; que podem ser falsos ou soar de forma errada. Errado é usar a rede pra enganar, fingir, magoar, brincar com sentimentos, banalizar, não ser. Somos vítimas do efêmero, do virtual e da conectividade full time, mas ainda valem os princípios do Bem, a honestidade e o apego às relações verdadeiras. Verdade não sai de moda. E se é moda ser superficial e falso, que se apaguem os flashes e recue a passarela!

25 de outubro de 2007

Luz, cama, tesão!


Tudo bem, eu vou falar de motel. Não, não precisa mais implorar. Seu desejo é uma ordem. Eita, e até que falar de desejo super tem a ver com o tema, né? Quando o clima tá fervendo, vale qualquer lugar. Mas há quem aposte nos detalhes da casinha do amor para o sucesso ou o fracasso da noite de fornicação. Tudo começa pela escolha da suíte, que pode ser feita a partir da aparelhagem e plus que o quarto possua ou pelo preço mesmo, que sempre é alguma coisa e noventa centavos (R$ 29,90; R$ 49,90...). No menu, antes de adentrar o recinto, tudo é lindo. As descrições daquelas Master, Super, Luxo, Power, Love, Grand, Avalon e outras hipérboles em língua estrangeira sugerem o paraíso: hidromassagem, teto solar, ducha quente, TV a cabo, videokê (por favor, alguém me diga q já cantou no videokê do motel para eu gargalhar), motosex (tão sexy quanto um touro mecânico), ar-condicionado, cadeira erótica (lembra cadeira de dentista, nada erótico), luz negra e as refeições de cortesia (cada vez mais raras). "Perfeito! Primeira opção, por favor". Ótimo quando tudo dá certo, as luzes todas acendem, o chuveiro molha direitinho, o travesseiro não é inflável e o condicionador de ar resfria. Uma amiga diz que se encanta com as luzes: "É a primeira coisa q eu faço! vou logo acender e apagar as luzinhas...assim fica claro, assim fica escuro, controla ali, acolá...". Outra criatura que conheço é louca por aquele cheiro de talco ativo que indica limpeza recente (que deve ser feita com pano molhado com o desinfetante-talquinho e nada mais). Cama redonda, desenhos do kama-sutra, espelhos e teto solar também estão entre os itens preferidos da galera. Agora, coisa ruim tem de tuia. Um amigo, por exemplo, não suporta aquelas esculturas, quadros e outros monstrengos metidos a arte-sensual que decoram os quartos. "A pessoa olha pro lado e vê uma piriquita de cimento toda tronxa. No outro, uma tela com a silheta tosca de um casal deformado", reclama o boy. Sem falar no agradável sabonetinho, cujo cheiro (quase nulo) todo mundo identifica na rua. Ah, mas o que importa é o amor, claro. Qual o problema se apareceu uma barata, se tem vazamento no banheiro ou se faltou dinheiro? Quem se importa com os bilaus de borracha à mostra para compras na cabeceira da cama e aparelhos de som que só sintonizam na Rádio Fucking Hell Songs? Que nada, o amor é lindo! Depois de pagar com o cartão, é só passar pela portaria a pé e esperar o ônibus na parada mais próxima.

18 de outubro de 2007

Sem mais


É pra não admitir que o coração ainda pulsa
É pra esquecer que sou chama
Pra esconder que o corpo clama
Por motivos que não ouso dizer

Pela mea culpa de sentir
Tudo o que só quero reprimir
Pra que não precise perder

E perco, mesmo assim, o chão
O pão, meu não, o colchão
Onde fizemos o silêncio acender
No plural conjugar, o orgulho quebrar
E o proibido não ser

A saudade que agora me engasga, no entanto
Entrega a meu pranto a falta cravada
A paixão domada, a frieza roubada
Não sou inocente, encantada
E sufoco, apagada
Aprendi a não ter

13 de outubro de 2007

Fluoxecretina


Felícia * droga é uma droga diz:
Ela parecia bem...mas tu sabes, né? quer se mostrar mais poderosa ainda do q é

Dario diz:
esse é o mal dos três

Dario diz:
e eu confesso

Felícia * droga é uma droga diz:
eu tb

Felícia * droga é uma droga diz:
Vamos fundar a APIA - Associação dos Poderosos Irrecuperáveis Anônimos

Dario diz:
Hahahhahahahahaha isso merece até uma comunidade no orkut

********
Se achar poderoso é crer que nada vai abalar tua pose blasé
Ser poderoso é tomar fluoxetina+sibutramina+álcool e achar que nada acontecerá.
Ser poderoso irrecuperável é se sentir e agir dessa forma e ainda repetir a dose.

Sorte do dia: fluoxetina com álcool faz você fingir que é outra pessoa e (o pior) não se lembrar depois.

10 de outubro de 2007

Controle de qualidade


É velha essa discussão em torno do quantidade x qualidade. Mas, de tanto que os números se põem à frente das especiarias, dá medo. Quantos amigos tenho no orkut, quantos anos, quantos dinheiros, quantas histórias, quantas celulites, quantas transas, quantos amores, quantas cervejas, quantos chifres...quanta ilusão! Já bastam os preços, os cifrões nos olhos das pessoas, os códigos de barra do que temos de pagar e todas as contas a fazer para se dar conta de que se pode sobreviver. Esse mundinho superficial, de números exatos e pouca essência enoja. Causa repulsa de tão fulgaz. Inda mais quando o que está em jogo são seus sentimentos, seu corpo, seu coração - de pedra, gelo ou qualquer outra dureza. Pegar vários boys pra contar pras amigas? Isso fica para eles. Sim, os canalhas. Sim, os homens. Que se medem pelos números. Quanto mais mulheres vulgares, sem graça e avulsas, melhor. É o que, Biscoitos Sortidos? Tem que ser diferente, como as camisas do guarda-roupa? Como as figurinhas do álbum de futebol? É realmente curioso como tanta gente prefere passar a vida experimentando o superficial, sem se aprofundar nos sabores mais especiais, aqueles que mais agradam o paladar e, quanto mais se conhece, mais se aprecia. Eu prefiro apreciar as especiarias. Outra porção de camarão, e não picanha. Mais dois caranguejos, por favor, pois não quero esse filé, obrigada. Variar é bom, mas novidade demais vicia a criatura em nunca se satisfazer, em sempre estar à procura frenética de algo que não chega. Ou chega...e se troca pelo próximo.

3 de outubro de 2007

Florbela me Espanca 1


Inconstância

Procurei o amor, que me mentiu.
Pedi à vida mais do que ela dava;
Eterna sonhadora edificava
Meu castelo de luz que me caiu!

Tanto clarão nas trevas refulgiu,
E tanto beijo a boca me queimava!
E era o sol que os longes deslumbrava
Igual a tanto sol que me fugiu!

Passei a vida a amar e a esquecer…
Atrás do sol dum dia outro a aquecer
As brumas dos atalhos por onde ando…

E este amor que assim me vai fugindo
É igual a outro amor que vai surgindo,
Que há-de partir também… nem eu sei quando…

28 de setembro de 2007

Briga de galo


Achei graça quado aquele senhor banguela me convidou a ocupar o assento vazio do seu lado, naquele ônibus lotado. Porque ele estava com um galo na bolsa. Enquanto conversava com um amigo, de pé, o senhor se intrometeu e começamos a prosa. Eu quis dar uma lição, quando o veim disse que o galo era de briga. "Por que o senhor não arruma alguém do seu tamanho e vai o senhor mesmo brigar? Os animaizinhos é que sofrem!". Não sabia eu que a liçao estava reservada pra mim. Por simpatia à minha pessoa, o mestre contou sua história de luta enquanto preso político na Ditadura. E mostrou marcas. E chorou. E venceu. "Se alguém me perguntar hoje se sou comunista, ainda digo que sim. Não sou é terrorista", concluiu o sábio simples. E eu espero ter absorvido aquele exemplo de luta, com uma sede de justiça talvez tão grande quanto a minha, mas, sem dúvida, anos-luz acima da minha pretensão de querer ser forte.

17 de setembro de 2007

1 ano com 3 corações


Dia 18 de setembro de 2007. Dia ímpar para uma vida par. Há um ano tenho três corações. Que já batiam compassados quando éramos um ser ímpar. Quando dois dos corações vieram à luz, passaram a bater fora do corpo. E o que restou dentro cresceu aos pares. E nada do que se possa dizer na pobre linguagem humana define a sensação de se possuir 3 corações. E nada pode ser mais ímpar do que ver a si mesmo em par. Par de sorrisos. Par de abraços. Pares de olhinhos... Pare de imaginar. Por que só mesmo sendo três se pode saber o que é ser par. E nada mais singular do que ser plural ao ver o seu amor multiplicar.

9 de setembro de 2007

Chopp garotinho


Cerveja é realmente o líquido precioso e pronto. Gelada, de garrafa de 600 ml, Original e com pouca espuma é o ideal. Mas as variações também podem ser interessantes, desde uma mudança no rótulo a alterações na quantidade, como no caso do chopp garotinho. É mais ou menos por aí que se pode tentar explicar o tão traumático problema do pinto pequeno. Claro que devem existir outras formas mais elegantes do que tal metáfora sebosa, mas os depoimentos das calcinhas amigas de todos os tempos merecem esse tom cretino. E o tema veio à tona depois da publicação, no domingo passado, de uma reportagem (feita por grande amiga, competentíssima) desmistificando o pau pequeno, dizendo que é coisa da cabeça masculina e que não precisam se incomodar com tamanho, diâmetro, forma ou intensidade da ereção (essa foi péssima). Segundo os especialistas da matéria (todos homens), tudo é belo, as terminações nervosas do canal vaginal só estão no começo e tudo o mais é frescura da mulher. Rá. Tá bom então. Vale tudo pra tirar os traumas dos nossos amigos bilaus noiados. Mas é importante saber que o buraco é mais embaixo (é apertado, direitinho e gosta de ser bem trabalhado). Sobre o tamanho, as queridas colecionam experiências interessantes. Uma namorou um japonês e disse ter sido deprimente colocar os lábios da boca naquele "batom garoto". Outra, dia desses, talvez tomada pelo preconceito, teve uma crise de riso incontível quando o boy tirou as calças. A bicha ficou sorrindo descontroladamente por mais de 10 minutos...e estilou. Não tanto quanto a manicure de um amigo, que pegou (ou ia pegar) o maior garanhão da comunidade (o cara se achava!) e, quando o bofe tirou a cueca, decepcionou a lapa de negona, que não vacilou: "guarde, guarde, guarde!". Sim, e teve aquela com o ator famosinho (pela pitoca minúscula), que, crente que iria abafar no partidão, sentou ao pé da cama e chorou ("isso tinha que acontecer comigo!"). Bom, pra causar tais efeitos constrangedores, o negócio tem que ser realmente atrofiado, né? E muito fino, porque realmente ninguém precisa atingir o útero da parceira pra causar prazer! O que a experiência coletiva do Clube Ninja LTDA diz é o seguinte: anatomia não é problema, e sim a incapacidade de autoconhecimento e traquejo, claro. Agora, volto a insistir, boa ereção é sim indispensável. Os molões que nos perdoem, mas pau duro é fundamental! Aí não tem conversa. Portanto, marmanjo bom é o que tem jogo de cintura (literalmente) e sabe lidar com o que tem (ou com o que falta. Criatividade, baby)). Nunca se sabe o que se vai encontrar por aí (e as reações podem ser as mais bizarras). Mas ninja que é ninja sabe o que fazer diante das situações aparentemente constrangedoras e que dão super certo no fim...sim, que seja no fim, pq ejaculação precoce fica pra outro post. afe!).

29 de agosto de 2007

Biu Maravilha, faz mais um pra gente ver


Chega a ser até engraçadinha a forma como os rapazes comentam suas experiências beijoqueiras/sexuais (ou suas "participações amorosas", como eufemicamente define o pai de uma amiga) entre os coleguinhas. Importante ressaltar que muitas dessas experiências só acontecem sob o peso de contar pros pariceiros. O interessante é quando inventam uma narrativa especial - que julgam altamente criativa - para contextualizar as presepadas, com temáticas ligadas ao vaaasto universo masculino de interesses. O futebol é um dos temas preferidos para ilustrarem suas aventuras. "O atacante Fulaninho de Tal marcou mais um gol de placa contra a equipe Beltrana, enquanto o craque Biu Fulanão fechou o placar da noite em 3X1...". Os códigos realmente são insuperáveis. Outro dia, uma amiga recebeu convite pra dar um passeio na Viatura do Amor de um carinha! O motel ambulante e dirigível da criatura deve ser a sensação dos amigos durante os papos da pelada semanal, que, em vez de cuidarem cada qual do seu mundinho, se deliciam com as narrações absurdas de noites tórridas de sexo selvagem com mulheres gostosíssimas, que gozaram 357 vezes com eles. As mulheres, pelo menos as que estou habituada a observar, são mais secas e sinceras nas histórias, às vezes sem mencionar os nomes das vítimas, mas sempre com detalhes mais íntimos do que absorvente interno. E vale contar os podres do bofe metido a Dom Juan, claro. O time adversário do clube de Biu, por exemplo, deve se divertir compartilhando informações menos futebolísticas e mais novela mexicana/comédia pastelão a respeito do parceiro em comum, que, porventura, ache que está pegando geral as damas do mesmo ambiente sem ser percebido (e comentado). {Rá! Vá a mulher pegar mais um do mesmo grupo pra ver a merda que dá!}. Creio que as mulheres respeitem mais os paquerinhas, ao menos evitando coisificá-los e julgá-los pelos seus atributos/falhas/currículo. E bem mais criativas. Eles nem imaginam que as rabudas, peitudas e putinhas sobre as quais comentam os chamam de nomes como Pau Molão, Traficante, Animal, Boy-seqüelado, Pinto Pequeno, Cafuçu-mór, Mamãozão, Mala, Cão, Boneco Ruim, entre outos. E o melhor de tudo é não expor o rapaz, que nem tem culpa de ser bobinho, ruim de pegada ou projeto de canalha; mas merece umas risadinhas pelo bocão exagerado no quesito segredos de liquidificador.

26 de agosto de 2007

Ressaca imoral

Primeiro: eu não estou aqui. Sumi, despluguei, cuspi e saí nadando...Não gosto de lembrar quem fui, ou melhor, quem os outros (os que me conheceram nos momentos bafón) pensam que sou depois do vexame recente. Existe coisa pior do que enlouquecer, fazer coisas absurdas que jamais faria sóbria e não recordar absolutamente nada de certos trechos da noite? Pois eu inventei de tomar fluoxetina e sibutramina de novo, semana passada, e, tendo parado quinta, achei que sexta poderia tomar minha cervejinha. Errei...fiz feio. Mas eu não sou assim, juro. Jamais pomba-girarei novamente! Ao menos não por efeito dessas drogas pesadas. E se quiserem me julgar pelos maus momentos, azar. Quem me conhece me compra. Agora deixa eu voltar a enfiar minha cabeça no buraco...pi-pi-pi-pi...

20 de agosto de 2007

Sobre meninos e lobos


Pode ser trauma e revolta, frustração e mágoa, decepção e raiva, despeito ou impaciência. Mas homem não vale mesmo nada. Ô racinha triste! Salvas as exceções, claro, que conto nos dedos e que infelizmente pagam pelos erros (demasiados) da massa testosterônica, é, cada vez mais, brochante acreditar nos boys. Tiro pelos casos recentes de amigas já imunizadas contra a escrotice masculina que resolveram apostar num "bonzinho" e levaram beeem bonzinho na bunda. Uma delas é a criatura mais casável, eternizável e comível da face da Terra, na boa. Uma fofa, lindinha, inteligente, nada possessiva e ainda por cima superprendada. Pois o fofy dela começou morgando, irmãozando...hoje ex, ele se enrola e foge, apesar de sofrer a falta da fofa. Alguém entende? E o cafuçu que tava namorando outra amiga: paquerou, encarnou, pentelhou até a menina aceitar namorar. Depois, era só grude e declarações sufocantes, até que a menina se apaixonou...e ele acabou do nada. Ora, quer saber de uma? Fodam-se! Abuso total desses mamacholas! Não têm jogo de cintura pra viver! Estão com problemas financeiros, dispensam a namorada. Um calo no dedinho esquerdo, - fora, mulher! Querem fazer curso de alemão...então não há tempo pra gatinha. Trauma de ex-mulher, medo de se apaixonar, medo de...medo!!! Eles não querem expor seu coração de muriçoca (dengue, melhor!) mesmo que surja uma história legal, um convite a momentos de felicidade real. Bom mesmo é curtir os mesmos bat-amigos nos mesmos bat-bares na mesma bat-merda-vida! Afe! Pode ser trauma e revolta, frustração e mágoa, decepção e raiva, despeito ou impaciência. Mas homem não vale mesmo nada. Ô racinha triste!

13 de agosto de 2007

Por que o diabo veste Prada

Ela: A solidão é um vestido Prada pra mim

me: uiaaa. que metáfora chique!

Ela: é uma victoria secrets: veste bem, mas é caro.

***
E foi assim que, sem querer, a querida amiga me chamou a atenção para meu próprio coração. Este aqui, que pouco tenho visitado ou deixado visitar. Animação, bom humor, alegria...continua tudo latente, fazendo parte do meu show. Mas, na hora de se ensimesmar, a coisa complica, o nó na garganta aperta e as lágrimas caem como avalanche, lavando, levando e gerundiando tudo o mais. Hora mais incoveniente impossível. Pior é inventar razões/desculpas/(culpas de terceiros) banais pra não revelar o real (e ainda menos conveniente) motivo dar dor liqüefeita. Aceitar que é natural curtir momentos que o oráculo legionário ilustraria com Giz: "...és parte ainda do que me faz forte pra ser honesto e só um pouquinho infeliz. mas tudo bem, tudo beeeem...". Por que sentir um vazio por ele ter casado, se eu mesma o libertei para ir em busca de outras maçãs anos atrás? Se não mais o doce dessa fruta eu sentia? Por que sentir raiva do "outro ele" quando resolve esfregar na cara a "nova ela", se a "mesma eu", ao constatar que o tumor era maligno, o expurguei do corpo e da alma? Se agora o câncer tá curado e o mar tá calmo? Aceitar dores indevidas, injustificáveis e até inverídicas é tão ruim que a gente acaba enfiando os pés pelas mãos, ou a cara na cana ou a faca num possível affair dos que valem a pena. Aí, depois da ressaca moral, os resultados: o vazio era fome, não saudade; a possibilidade do novo se tornou lenda; eu sou uma eu otária perante os bons...Mas nada que uma segunda-feira 13 não piore.

8 de agosto de 2007

Terça Insana Parte II - As drogas e as verdades

É fato sabido e batido que a pessoa que vos fala, junto com dois amigos, fundou a comunidade A bebida entra e a verdade sai no orkut, há uns aninhos, dada a relevância dessa premissa para nossas vidas (vide historinhas narradas desavergonhadamente nos primeiros tópicos da comuna). Falávamos, contudo, apenas da drogazinha lícita mais filha da puta, que é o álcool. Ô bichinho pra fazer a cabeça e provocar a vontade incontrolável de falar, confessar, difundir e praticar! Não imaginávamos nós, quando nos divertíamos com as histórias via orkut, que os piores bafões estariam por vir a partir do uso de outras drogas. Não que já não tivéssemos experimentado algumas delas. Só que acontecimentos recentes nos mostraram como é dura a vida de junkie. Uma amiga, por exemplo, inventou de dar uma bola, certa terça-feira à noite, depois de cervejas daquelas que caem beeeem direitinho no cabeção. A massa também devia ser da boa, visto que a mocinha ficou lelé. A bicha falava sem parar, gesticulava, sacodia os cabelos e não parava de citar. Sim, as citações foram a melhor parte. No começo da noite, foi Ary Barroso: "risque meu nome do seu caderno...". No fim, Renato Russo baixou e tudo parecia à garota um questionamento para o oráculo legionário responder. "Rá, mas não sou mais tão criança a ponto de saber tudo". "O quê? Pois você deveria saber que a ignorância é vizinha da maldade!". "Já estou cheio de me sentir vazio; meu corpo é quente e estou sentindo frio"...No auge do brilho, ela puxava as músicas, muito bem acompanhadas pela voz embriagada vinda de mim e de outra amiga (deixando chocada a turma "u-hu" de Olinda, até os mais "podescrê", que jamais admitiriam gostar de algo tão adolescentemente nostálgico como Legião. Pois eu gosto mesmo e, pra mim, infantil e adola é essa coisa blasé de "gosto do que quem é cult gosta". pfff). Mas nossa amiga não estava satisfeita; a lombra era tamanha que, certa hora da noitada, a emoção lhe possuiu de tal forma que a única coisa que saiu de sua boca (ou de sua alma) foi: "ah, dá vontade até de falar da vida dos meus antepassados!". Eu ri bastante, sem saber que seria a próxima vítima das drogas "pesadas". Apavorada com o fato de que minha honra poderia estar ficando incompatível com a bebida, descobri que a fluoxetina me estava causando os bafões recentes. E eu lembrava lá que estava tomando esse troço pra diminuir a ansiedade! Sei que não lembrava de nada, enlouquecia na terceira cerveja e estava colecionando momentos "por que fiz aquilo?". Descoberta a causa do mau comportamento da pessoa, minha mãe comemorou: "tá vendo, Renata, agora você vai largar a bebida!". E eu a decepcionei, no melhor estilo Scarlet O'Hara (E o Vento Levou...), de punho pra cima (não tinha sombra de árvore no crepúsculo, mas foi bonito): "não, mãe, agora sei que jamais tomarei fluoxetina novamente!".

27 de julho de 2007

Terça Insana Parte I - A saga de Sueli

O que se esperar de uma noite em que sete mulheres cheias de histórias hilárias se encontram num pega-bebo onde o caldinho de dobradinha é a boa para acompanhar a cerveja e o jogo do Santinha? Onde o garçom é mestre-dos-cafuçus e de onde se parte em carros emparelhados ao som dos Beatles? Quando se chega no bar mais pode-crê de Olinda e ninguém sai do jeito que entrou? Uma terça-feira surreal de boa! E o que se pôde ser captado será registrado. Primeiramente pela saga da querida amiga Sueli (nome fictício), criatura que nasceu para protagonizar. Ponto. No auge de seus 30 anos, a querida achava que tinha muito o que viver ainda, mas não esperava tanto em tão pouco tempo. A lapa de morena, num período de libertação, passou a colecionar encontros fatídicos com personagens vindos de algum lugar do fim do mundo. Como o caribenho, que passou a noite tentando abatê-la, mas usava mal (e em bom tom) o português com sotaque do inferno: "ménina bónita...bunda bóa...eu não entende porque está sozinha". E ela odeia que a chamem de encalhada. Ainda mais por uma criatura do naipe de Babaxôla, o babalorixá de meia tigela que dizia manjar tudo do futebol pernambucano em 2005. Sim, Sueli, como não bastasse sua vida difícil, teve a triste sorte de assistir a um filme de terror ao lado do vidente, que acompanhava o amigo convidante dos dois. Chocado com as cenas, o Xôla fazia pose de meditação, resmungava uns mantras e comentava: "filme não bom para Babaxôla". (alguém sabe de onde vem aquele sotaque? pq ele é do Paraguai, na certa!). No carro, mamachola fez o comentário: "Babaxôla não entende como moça bonita, formada não arrumou um casamento...". Sueli por pouco não o mandou casar com Exu e guardou mais esse gole de sapo no seu traumatizado coração solteiro. Mas nem Xôla nem caribenho sabiam do segredo de Sueli. Aquele que a tornava tão especial ao ponto de afastar. Na intimidade, Sueli era conhecida como Piriquita de Navalha, por sua peculiar incapacidade de controlar sua vagina, que tinha vontade própria. Desde rasgar camisinha de lado a arrochar bilaus desprevenidos, a Navalha enlouquecia os parceiros pelas contrações involuntárias, mas acabava por repelir os marmanjos, que temiam perder o membro no meio do prazer. Sueli, poderosa, se viu condenada a viver de cama em cama, mas optou por esperar o homem merecedor da sua amiga perigosa; embora saiba que a maioria não merece nem o cinema com Babaxôla.

20 de julho de 2007

Amigos, identifiquem-se

Neste Dia do Amigo, minha homenagem nos scrapbooks daqueles donos da minha confiança, da minha admiração e merecedores da minha companhia, claro. Quem foi contemplado pode brincar de adivinhar os outros abaixo. Quem não perdoe-me a falta ou considere-se marromenos.

*Amigo é coisa pra se guardar dentro do violão, que, se falasse, contaria as melhores histórias de sucessos e fracassos, Seixas e Renatos, altos e baixos, saudades e hiatos. Feliz Dia do Melhor Amigo! =*

*Amigo é coisa pra se guardar dentro do carro, ouvindo e cantando aos gritos, indo pra Deus sabe onde e falando sobre ninguém sabe o quê. Só a gente. Te amo, minha amiga querida! =*

*Amigo é coisa pra se guardar dentro do computador, que, se falasse, contava histórias de reportagens conjuntas, brincadeiras sarcásticas e papos-cabeça, de um jeito tão bonito que nem Florbela saberia Espancar. Amo você, amigo, no Dia do Amigo e em outros. =*

*Amigo é coisa pra se guardar dentro de uma HQ protagonizada por personagem caricato de tão diferente, divertido de tão inocente e admirável de tão boa gente! Feliz dia da gente! =*

*Amigo é coisa pra se guardar dentro do copo, com cereja e tudo! Brigada por ter se tornado motivo do meu brinde =***

*Amigo é coisa pra se guardar dentro da casinha da Barbie, que, apesar de ser o lar rosa de um time ruim, abriga umas mentes hipertrofiadas, alguns seres de senso de humor apurado e uns corações do bem! Feliz Dia do Amigo Tri...potente =*

*Amigo é coisa pra se guardar dentro de um carro semi-batido, numa madrugada etílica em qualquer lugar ou garagem; numa ida ao consumo de sopas ou de sapos-príncipes; num avião que separa corpos e bundas, mas não corações e coragens. Feliz dia do amigo saudoso! =*

*Amigo é coisa pra se guardar dentro de uma taça de vinho, ouvindo Gardel e sorrindo do que a vida tem de melhor e de pior. Te amo, minha papoula! Feliz dia nosso! =*

*Amigo é coisa pra se guardar dentro de um copo de cerveja, testemunha ocular de momentos que se deseja poder perpetuar, mesmo que a vida seja nem sempre o que a gente almeja, já que a distância não abala a lembrança do rosto meigo que a gente beija! Amo demais =*

*Amigo é coisa pra se guardar dentro do molho shoyu, pro sushi ficar tão apurado quanto o vermelho do cabelo dela, tão gostoso quanto seu sorriso e tão leve quanto a sua alma. Feliz Dia do Clube Ninja! =*

*Amigo é coisa pra se guardar dentro da íris, pro olho chorar com a verdade que consola ou ficar brilhando a cada sorriso da menina bonita tão presente na emoção quanto o coração dentro do peito. Feliz Dia da Amiga de Todas as Horas. =*

15 de julho de 2007

As opções fantásticas e o Surfista Prateado

Tudo bem que foi ridícula a cena da Mulher Invisível, com olhos de cachorro pidão e discurso de miss, tentando convencer o Surfista Prateado de que, na vida, a gente sempre tem opções. Provavelmente não para o querido que me acompanhava, com sua camisa do personagem surfistinha assexuado, roubada do irmão, 12 anos de existência e ex-preta-atualmente-cinza. (Apesar do senso crítico, da inteligência e do bom gosto aguçados, ele é nerd-fã-do-gibi. E com esse tipo não se brinca). Mas, ao sorrir do diálogo tosco, lembrei que se trata de um dos meus argumentos permanentes - aqueles que a gente sempre usa pra justificar da cor da calcinha aos conflitos do Oriente Médio. É impressionante como as pessoas se mostram passivas diante da mínima dificuldade, fraqueza ou algo do tipo. "Não tive como fazer diferente", "aconteceu", "só me resta a morte"...Me poupem! Sempre há opção pra tudo! Até quando você pisa na merda do cachorro do vizinho de manhã, ao ir pro trabalho; opção de xingar o universo inteiro e ficar de mal o dia todo ou simplesmente dizer um "puta que pariu" baixinho, esfregar a sola no chão e fazer "nem te ligo". Tá negativo no banco? Fica sem almoçar fora um mês e aproveita pra emagrecer! Simples assim. Fico puta com gente que acha que nasceu pra perder e vai sobrar de vítima das circunstâncias. Desculpa de covardes! A gente sempre tem escolha, seja simplesmente sorrir ou chorar. As minhas costumam ser as românticas; assumo ser otimista ao extremo. E isso incomoda, creia! Melhor os que acham graça, como uma amiga, que diz que eu vejo a vida "com os olhos do coração". Pelo menos, sorrio mais, devo ter menos rugas no futuro e não coleciono inimigos. Fulerou comigo? Azar o seu. O passar das folhas do calendário ensina, entre outras coisas, a viver em paz. A preferir a qualidade à quantidade. A selecionar amigos e amores. E principalmente a se tocar de que esse calendário muda num segundo. Deixa eu ser Calcutá mesmo...mas se abusar, eu viro Galactus, digo logo!

8 de julho de 2007

Cretinice S/A reabre as portas

É verdade que a firma Cretinice S/A parecia falida. Até porque passa aquela fase radical de desprezo geral, nariz empinado e coice em qualquer jagunço que se atreva a se aproximar do seu coração. E principalmente porque, depois de muitas aventuras, a diretoria suprema acabou se encoleirando total (inclusive após pactos de não-casamento). E nem as operárias ostentam cartazes com os mandamentos cretinos, a exemplo de (fonte: Negha, a superintendente vitalícia Cretinice S/A, embora de licença):
Homem é igual a:
* Surpresa de uva - você só descobre que a fruta está podre depois que come.
* Latinha de cerveja - é fácil de manusear, consumir e descartar; difícil é reciclar.
* Caranguejo - casca dura e miolo mole.
* Whisky - você só sabe se é verdadeiro na manhã seguinte.
* Avestruz - vive procurando um buraco pra enfiar a cabeça.
* Pombo - traz doenças e adora cagar na cabeça da gente.
* Ônibus: quando você perde o que queria, sempre vem um inútil atrás.

As funcionárias mais antigas hoje fazem parte de outra instituição, o recém-fundando Clube Ninja LTDA; mais moderno, menos bandeiroso e apropriado para a maturidade. Mas uma vez cretina, sempre cretina. E se engana quem pensa que pra ser membro tem que ser cachorra. Cretinice S/A exige da mulher fidelidade, lealdade, respeito, amor próprio e muito olho vivo! Eu mesma já resgatei meu crachá. E dizem que devo assumir a presidência como interina. Ou seria uterina? Mulheres bem-auto-amadas do meu Brasil, uni-vos contra os canalhas! Porque a fila anda, a catraca roda e estamos sambando em cima dos homens-tocha (que se queimam de graça).

3 de julho de 2007

Mas os meus cabelos...

Felícia * a vida é justa diz:
É, foi bom. Só assim não ficaste surtadinha de novo.

coccinelle diz:
É. E sinceramente, homem é a última coisa que me preocupa na vida.

Felícia * a vida é justa diz:
Arrasou, amiga!

coccinelle diz:
A melhor frase: "homem é um fio de cabelo na cabeleira de Elba Ramalho dos meus problemas", Andreza Mauricio. hehehe, essa vale para o blog

Felícia * a vida é justa diz:
uaaaaaaaauuuuuuuuuuuuuu
ameeeei

coccinelle diz:
tudo agora é: me poupe, esse fio de cabelo aí nao me abala. kkkk

Felícia * a vida é justa diz:
É. Pra mim, também rola a varição: homem é um pentelho na selva de Carla Perez das minhas dores de cabeça!

coccinelle diz:
hahahahahahahaha

***
Lição do dia: Não perca os cabelos por causa de um homem. A não ser em situações de extrema selvageria ou na hora de fazer aquele corte poderoso.

29 de junho de 2007

Ninja é tocar flauta

Por acaso está escrito na minha testa Kama Sutra, Tantra ou Manual de Putaria? Parece que sim, dados os insistentes e secretos pedidos da meia dúzia de leitores do meu bloguinho para que trace algumas linhas sobre temas afins. Inclusive o povo nem-nem quando falo de outra coisa, afe. Vai estigmatizar, é? Apesar de apreciar o assunto e principalmente a prática - apesar da opção pela abstinência, claro -, tenho minhas "mestras" na arte de aprender coisas diferentes. As meninas conhecem uma ou outra, como aquela danada que propõe que a mulher "solte sua puteza" e compartilha experiências (sempre contando o milagre, mas não o nome do santo, como deve ser). Mas, durante a semana, uma criatura aparentemente pacata, de pouca idade e de contador ainda no número 3, fala mansa, rubor ao ouvir safadezas e olhar angelical, revelou seu poder de ninja. Recentemente desencalhada, falou, na maior naturalidade, de umas técnicas aprofundadas de malhação de piriquita tão maravilhosas quanto os golpes e artifícios de samurais e guerreiros orientais. Me senti like a virgen. E também todas as amiguinhas para as quais repassei as noções - ditas espertinhas e iniciadas em técnicas como o pompoarismo. Rá! Todas passadas com os conhecimentos, que prometem simplesmente arrasar qualquer vítima. E pra ser ninja mesmo tem que saber "tocar flauta". Putz, nunca imaginei uma coisa dessas antes das revelações da mocinha. Meninas que estão na ativa, peguem os acessórios, exercitem a concentração e se preparem para os duelos marciais. Eu vou ficar me aprimorando e coletando dados empíricos, no melhor estilo da evolução Daniel-san a Senhor Miyagi. Iááá!

22 de junho de 2007

Prazer da presença

Singular a sensação de felicidade em estar com os amigos. Aqueles que sabem a dor e a delícia de você ser o que é, e te amam da forma mais intransitiva. Embora a tecnologia atual esnobe a distância dos corações atados, nada mais gostoso do que abraçar, beijar, morder e apertar (bem Felícia) os queridos que os quilômetros e os meses afastaram. Esta semana foi assim, como gosto de vontade morta, fome saciada, dor curada e males sanados. Só pela presença corpo-espírito de duas das mais cheirosas flores do meu grande jardinzinho interior. Mesmo que por uma noite, por uma tarde. Porque a gente sabe aproveitar cada segundo só de olhar - e compreender apenas com tal gesto. Só de desfazer compromissos e marcar aquele espacinho na agenda que nem podia existir em outras circunstâncias. De se ver tanto tempo depois e parecer que foi há duas horas. Coccinelle e Negha, eu amo vocês demais! E, embora feliz pelos momentos juntas, cada uma no seu dia, sinto muito essa ausência incoveniente. Essa ausência da presença. Porque a gente continua grudadinhas nas lembranças tantas. Das gargalhadas ébrias às lágrimas aflitas. Dos altos e baixos. Do ser mulher, e ser foda, e se bastar e se orgulhar. Me orgulho da gente. E até do meu egoísmo: voltem.

19 de junho de 2007

Sigam-me os bons

O nick de uma amiga agora ilustra muito bem debate recente e latente nas conversas femininas. "Se o homem soubesse a vantagem de ser bom, seria por interesse", diz o apelido da boneca, algo vindo da sabedoria chinesa. Incrível como essa espécie de homem, a dos bonzinhos, parece estar em extinção e, talvez por isso mesmo, tenha se tornado atraente de uma hora pra outra. Sim, porque, até pouco tempo atrás, ser legal tava com nada, uma vez que os olhares, fantasias, corpos e corações das mulheres eram dos cafajestes, malas, cabras safados, crápulas e outras classes de ordinários. E o melhor é que esses tipinhos medíocres continuam achando que são "o cara"; é engraçado até ver a quantidade de blogs testosterônicos com esse tom. (Na minha superficial pesquisa no Google, coisas como www.manualdocafajeste.blogger.com.br, ocafajeste.blogspot.com, www.cafajestequasearrependido.blogger.com.br e cafajesteautoajuda.blogspot.com). O bonzinho, aquele que, quando criança, ficava sem dançar na festa, enquanto os projetos de escrotos alternavam as parceiras, tá tão raro que a mulher que se envolve com um boa-praça dá logo um jeito de encoleirar o rapaz. No meu caso, tive sorte com os gentis, com os quais namorei alguns anos...mas admito que acabava enjoando de tanta atenção, admiração, melosidade, romantismo e sinceridade. Bom mesmo era o jagunço, o cachorrão cheio de charme que sabe conquistar a mulher nas primeiras palavras, mesmo ela ciente de todas as traquinagens dele. Tem coisa mais brochante do que um cara que concorda com tudo o que você diz e faz tudo pra te agradar? Tem, respondo hoje, mais madura no quesito "quanto mal pode fazer um mala". Eu megabrocho se o bonitão quer "conversar num lugar mais reservado" (é comprometido), se o descolado deixa de bajular quando conquista (ou imagina) ou o galanteador de plantão olha pra todos os rabos (um amor em cada porto) e apaga os scraps (punheteiro virtual, pro qual quantidade é qualidade). Ecaaa! O tipinho perdeu a graça. Quero brincar mais disso não. Nem as meninas com quem converso. Vão ser canalhas na puta que os pariu, tuia de incompetentes! Homem bom é homem do bem, que é verdadeiro, honesto e não adepto da lei "penso, logo traio". Aquele que sabe teu valor e te faz rir. Ai, meu Deus, que saudade do Amélio/aquilo sim é que era...o homem que merece toda mulher =)

12 de junho de 2007

Desnamorados enamorados

Estranhamente gostosa a sensação de estar solteira pela primeira vez em 13 Dias dos Namorados. Principalmente porque, diferente daqueles períodos de solidão e ansiedade por que todos passamos entre relacionamentos - romances ou tragédias -, hoje me considero uma desnamorada enamorada. Sem namorado, mas por opção; sem paixão, mas sem dor; sem aconchego permanente, mas também sem nóias. Bom demais se enamorar da vida, dos filhotes maravilhosos, dos amigos de ontem e de hoje, do mundo e suas cretinices, risíveis ou não. E o "estar solteira", depois dos vinte e poucos e algumas lapadas (na cabeça e na rachada, claro), ganha outra atmosfera. Não aquele desespero para aproveitar cada instante em farras, paqueras e escrotices. E sim a sensação orgásmica de não ter compromissos, preocupações ou planos com alguém no Dia dos Namorados, por exemplo. De passar sexta e sábado à noite em casa, e daí? De o coração não sair pela boca quando toca o celular - seja quem for, espera ou liga de novo. De sentar numa mesa de bar com número considerável de homens (bonitos), sair sozinha com um amigo ou rir das cantadas masculinas, sem ter que justificar que nada disso obriga você a dar bola. Ficar sozinha, mas com o coração livre, sem a prisão da mágoa, do arrependimento, do trauma ou da saudade. Ficar sozinha e assim querer permanecer, mas sem se fechar às possibilidades. Não ter desespero de ligar para o gato absurdamente delicioso que te beijou no fim de semana, só porque ele ser um dos mais desejados da cidade. Preferir suspirar pelo rápido momento no carro com aquele que tá debaixo do nariz e nem suspeita que é desejado. Poder decidir entre A e B pra programas X ou Y. Poder preferir tomar vinho sozinha ou sorvete Luluzinha. Desligar o telefone na cara do ex infeliz que se incomoda com meu blog e demonstra com palavras chulas, sem nem franzir a testa. Estranhamente gostosa a sensação de estar solteira...e feliz Dia dos Nãomorados!

8 de junho de 2007

Os pentelhos dos pronomes possessivos

Incrível como o sentimento fajuto de posse se manifesta na gente desde não sei quando. Meus filhos de 8 meses, por exemplo, já escolhem o brinquedo da vez, ou seja, aquele que vai ser disputado a tapas, puxadas de cabelo e berros. O colo da mamãe (que deve ser mui gostoso, fala sério) também é só deles; ora da neneca; ora do leleco. Ah, sim, eles também são só meus, digo logo. E é a mesma coisa quando o totoso chega pra mim, na Jurandir Pires, e diz: "Renatinha, esse é o abajour da minha vida!". Putz, a gente riu, mas não soa da mesma forma como em: a música, o filme, o lugar e o homem/mulher/pet "da minha vida"? Sempre digo que odeio pronomes possessivos, mas achar que Kieslowski fez a trilogia pra mim não é posse? Que Florbela escreveu aqueles versos pra fazer malvadeza com meu íntimo ou Renato Russo fez aquela melodia só preu chorar? E que eu precisava ter a coleção de cachorrinhos da McDonalds, os DVDs de Almodóvar e o par de brincos com fotinha de Elis Regina...né posse não? É bom parar de ser radical nas colocações, yo lo sé. Tenho lá minhas mijadas nos territórios. Mas não creio ser tão estranho preferir os demonstrativos aos possessivos. Principalmente quando a questão são pessoas. Porque coisas até se pode ter. Mas gente é pra sentir, admirar, usufruir, amar. Eu acho que essência é pra isso. Não pra possuir, privar, castrar, comer, digerir, isolar, proteger ou outros verbos apocalípticos. Ainda mais porque o que a gente tem pode perder, mas o que a gente é ninguém tira.

7 de junho de 2007

Florbela me Espanca

"ÓDIO?

Ódio por ele? Não...Se o amei tanto,
Se tanto bem lhe quis no meu passado,
Se o encontrei depois de o ter sonhado,
Se à vida roubei todo o encanto...

Que importa se mentiu? E se hoje o pranto
Turva o meu triste olhar, marmorizado,
Olhar de monja, trágico, gelado
Como um soturno e enorme Campo Santo!

Ah! Nunca mais amá-lo é já o bastante!
Quero senti-lo doutra, bem distante,
Como se fora meu, calma e serena!

Ódio seria em mim saudade infinda,
Mágoa de o ter perdido, amor ainda.
Ódio por ele? Não...não vale a pena..."

"A UMA RAPARIGA

Abre os olhos e encara a vida! A sina
Tem que cumprir-se! Alarga os horizontes!
Por sobre os lamaçais alteia pontes
Com tuas mãos preciosas de menina.

Nessa estrada da vida que fascina
Caminha sempre em frente, além dos montes!
Morde os frutos a rir! Bebe nas fontes!
Beija aqueles que a sorte te destina!

Trata por tu a mais longínqua estrela,
Escava com as mãos a própria cova
E depois , a sorrir, deita-te nela!

Que as mãos da terra façam, com amor,
Da graça do teu corpo, esguia e nova,
Surgir à luz a haste de uma flor!"

4 de junho de 2007

Virou um caminhão de Viagra ali, ó

Mais uma da série Coisas que só Renatinha faz por você. E nem adianta pensar que falo sobre sexo por ser vulgar ou rodada, porque espontaneidade e conhecimento diferem muito de depravação (bom saber que meus posts são lidos por tanta gente otária, pois, além de exercitar a democracia intelectual, podemos todos aprender um pouco mais. E quem não me conhece, que me leve de graça). Enfim, algumas queridas me pediram para explorar um tema bastante batido, mas importante por demais: a ereção. Uma Amiga X, por exemplo, mal foi iniciada na arte do sexo e já se deparou com dois casos. "Eu não entendi porque foi ficando meio mole, se ele tava tão empolgado". É, minha cara, às vezes, a bronca está justamente na empolgação/afobação/desespero/medo de fazer feio/responsabilidade de arrasar. Não estamos falando de brochar, mas da conhecida meia-bomba "pau molão", como elegantemente definiu Tati Quebra-Barraco. É um negocinho inconveniente mesmo. Claro que a causa é quase sempre emocional, mas bebida, cigarro e drogas em excesso, por exemplo, contribuem muito para aquele efeito esponja. Aí complica pra mulher, porque o princípio basicão de toda fornicação é o tal do pau duro. Afe, tem que ser e pronto. Não dá pra trabalhar no meio mastro, fala sério. Mas é possível evitar esse mal - que geralmente ocorre com membros (literalmente) da Juventude, sem protestos, por favor. É que normalmente, os rapazes viris se sentem mais inseguros, nóiam mais ou pensam que têm que ser o demolidor logo de cara. Um desses, que se dizia praticante do Tantra (e era mesmo), conseguia passar séculos num mesmo fuk-fuk, sem gozar. O deleite dele era ver que a criatura tinha múltiplos orgasmos, enquanto ele alternava momentos de firmeza e esponjice. Certa vez, me arretei com a maria-mole momentânea e disse: "que porra é essa?". Ele: "tenho que me concentrar pra não gozar logo". E eu: "com esse pau molão quem não vai conseguir sou eu!". Foi cômico, mas funcionou na hora. E às vezes é isso mesmo: medo da ejaculação precoce (um parente me disse que o cara chega a pensar até na vó pra retardar o ápice). Mas e na "ejaculação" feminina ninguém pensa? Como a mulher consegue rebolar numa merda mole? Meninos e meninas, o lance é relaxar, esquecer o mundo e se concentrar naquele momento. Aí não tem pitoca lesa nem piriquita triste. Simples assim. Se acontecer, contorna-se. Mas se for difícil desnoiar, compra um Viagra na farmácia mais próxima e deixa a menina sambar em paz.

2 de junho de 2007

O tudo de bem do nego bom

Meu trauma recentíssimo de bebida se foi. A maturidade volta a dar sinais, graças. Ontem, exemplo, comecei a tomar cerveja ao meio-dia, no aniversário de uma amiga. Tudo bem que era no Portal do Derby, mas foi legal mesmo assim. Porque o Nego Bom disse a frase legal do dia no brinde: "Tudo de bem, porque o que é bom pra você pode não ser pra mim, mas o que é do bem é bom pra todo mundo". Bom, ele é bom pra todo mundo (acredite) e mandou bem. O fato é que tornei a cervejar no Fofão e depois no Burb, até tarde. E nem deu pra ficar tonta, como de costume. Acho que foi porque eu tive, além de todos os queridos presentes, Fofo e Torta, tão amados! Eles nem sabem, mas me conquistaram desde um certo dia de fevereiro, quando dispensaram um programa animado pra me acompanhar num show regado a fossa - de graça e sem juros. E hoje foi outro dia surreal de tão bom (e do bem). O totoso e a galega vieram logo cedo pra mi casa, e protagonizamos nossa prometida sessão de vinhos e poesias. E mais crianças. E mais Noite Ilustrada. E Legião, claro. Florbela nos Espancou legal. "Menina danada!", definiu ele. Ela corou naquele poema aleatório. Eu me senti a própria no outro que disseram ser pra mim. E vinho e cachaça só deixaram tudo mais leve. E eu sei que ser feliz é meio que isso mesmo: ter amigos daqueles que chegam a dar aperto no peito e lágrima no olho. Pros quais dizer que é frágil não faz mal. E sobre os quais nunca é demais falar e escrever. E eu amo mesmo, com toda a permissividade do meu coração vagabundo.

29 de maio de 2007

Amante X Amador

Engraçado como a gente tem que ser profissional em tudo na vida. Até nas coisas banais, como fazer as unhas. Se você não estiver com as danadas impecáveis, já te olham meio com cara de nojo. Algumas ações fisiológicas, como fazer cocô, também não são pra qualquer um; tem que ter posição, concentração, jogo de cintura e educação. No caso de transar, a regra também vale. E não precisa ser "proficionau do séquiço", mas tem que se esforçar para, ao menos, não ser amador.
A diferença entre amante e amador não está no currículo sexual da criatura, no tamanho do pau e dos peitos ou na especialidade em Tantra ou Kama Sutra. Trata-se de saber como agir diante de uma prática tão natural quanto se alimentar (sim, foi exagero!). Seja no vigésimo ano de casamento, no primeiro mês de namoro ou numa trepada casual, há ingredientes indispensáveis para a canjica andar e o bolo não solar.
Claro que tara, fetiche e gosto não se discutem. Mas se todo homem e toda mulher soubessem exercitar "as sete leis sexuais do sucesso" (não são sete, mas lembrei e idiotamente escrevi aquele livro de auto-ajuda de Deepak Chopra), a cama seria bem mais feliz, satisfeita, realizada, "voadora e fazedora de amor". Os detalhes ficam a cargo de cada casal (ou trio ou bacanal, que seja), mas para ser bom tem que ter tesão, clima, química, descontração (contração também), respeito e principalmente ausência de nóias.
Um amante sabe que, naquele momento, não importam o status da relação, o endereço do parceiro, o dedo inquisidor da mãe, o preço do motel, a embriaguez, a hora e o depois. Muito menos o que o outro vai achar se você fizer assim e não assado ou o que a criatura tá pensando sobre suas estrias, músculos e centímetros. O amador vai noiar, esconder os sentimentos, reprimir os desejos ou incorporar um personagem que se encaixe apenas na fantasia alheia. Ou deitar pro lado e dormir. Ou não olhar no olho. Ou não dar sinal depois da primeira transa, com medo de compromisso, de parecer bobo ou de se apaixonar. E que mal tem se apaixonar? Até a doida de Rádio Bla quis (já que hoje estou pra citações).
Sexo casual não precisa ser frio, ou é melhor pagar uma prostituta ou ceder às investidas de um saradão barato. Pelo menos pras mulheres, garanto que um pau amigo, um just fuck ou aqueles bofes-figurinhas-repetidas que te têm como MF (melhor foda) são muito melhores do que um gostosão que se conhece na academia. Para gozar de forma completa, a mulher tem que se sentir, se não amada, ao menos querida. Mesmo que depois continue tudo na mesma. Mesmo que depois fique a lembrança carinhosa de uma noite com direito a romancinho ou a vontade de repetir o sexo selvagem. Ou até de engatar um love mesmo. O amante sabe que pode tudo, desde quebrar a cama a chorar com palavrinhas mágicas. O amador teme o compromisso, a desaprovação. "Romances de estação, desejo sem paixão; qualquer truque contra a emoção."

25 de maio de 2007

Almodóvar via Embratel

Ela: Renata, eu acho que estou a um passo de surtar de verdade.

Eu: Que nada, amiga! Tu só precisas de um tempo pra parar tudo e começar de um jeito diferente.

Ela: Renata, estou muito esquisita, com umas manias estranhas.

Eu: É a idade!

Ela: Só estou ouvindo música dos anos 30.

Eu: Tu, metaleira?

Ela: Renata, dia desses comprei uma sidra Cereser e um vinho Capelinha, entrei no quarto e resolvi escutar Carlos Gardel. Enquanto eu bebia sozinha, pintei as unhas de vermelho, passei batom carmim e fiquei dançando tango sozinha, bêbada.

Eu: Tu de batom e esmalte? Tu disse isso ao teu psicólogo?

Ela. Não, tive vergonha.

Eu: Mas tu não tás se formando em psicologia?

Ela: Mas eu não tenho coragem de dizer que sou uma mulher à beira de um ataque de nervos.

Eu: Relaxa, foi só um dia de solidão regado a cachaça. Eu também tomo vinho só aqui.

Ela: Não, Renata. Tinha também uma papoula de plástico, que coloquei no cabelo.

Eu: ...

24 de maio de 2007

Mar adentro

Eu espero que tenha sido algo que comi. Ou que não comi. Provavelmente a última opção. Mas hoje deu uma estranha vontade de sofrer. Foi essa a impressão que tive diante da seqüência de pensamentos, reflexões e atitudes que se fez marcar no peito como um cortezinho daqueles de folha de papel bem fina no dedo médio. Nó na boca do estômago, olhos pesados, cenho franzido. Talvez a declaração de amor dela que está no Rio (a recíproca é muito verdadeira, minha amiga telepática) e a conseqüente saudade dele que também está num Rio, mas o Grande e do Sul (precisei tanto do abraço grandão daquela Renata de cuecas...) tenham trazido à tona a doidice de ausências e vazios que não moram realmente, mas vez em quando visitam o oco cá dentro. Até a salada de camarão passou rasgando. E percebi a gravidade daquele quadro adquirindo DVDs nas Lojas Americanas, quando, ao achar e pegar Mar Adentro na prateleira de promoções, simplesmente chorei. Não sei se pela vontade de estar nos braços da galega, que compartilhou comigo aquela sessão de cinema em 2004 ou se pela beleza daquele poema do fim...mas me imaginei volitando cama afora e depois mergulhando mar adentro. Agora é escolher se volto à superfície ou caio no coma deprimente. Mas, só pelo fato de ter escolha, já flutuo rapidinho para puxar ar e pisar na areia.

23 de maio de 2007

Pecados

Aí eu fui pra Brasília, que nem João de Santo Cristo, de um dia para o outro. Não conhecia a capital além das músicas de Legião (fodam-se todos os que mangarem de mim neste momento, pois sabem que sou fã forever e tô neeeem aí) e da putaria dos políticos. Era uma viagem de negócios praticamente, aquela coisa fria com cara de laptop (que não tenho) no avião e salto toc-toc. Mas o Renatinha way of life (pelo menos a ala sagitariana que comanda meu eu, e não a do ascendente capricórnio) não permitiria que faltasse um quê de transgressão e aventura. Papo-putaria-braba com minha chefe - que chocou o homenzinho da poltrona de trás, fingindo curtir o som dos seus fones -, cervejas no ar, night de segunda-feira de BSB, momento consumista (dois pares de all star) e muitas risadas valeram, mas o melhor momento nada a ver foi quando o rapaz que dirige para meu tio nos pegou para levar ao aeroporto. Pedi que desse uma paradinha no Pontão de não-sei-o-quê, um lugar lindão, pra fazer ao menos uma foto. Caras e bocas, e o pobre coitado de fotógrafo. Umas seis noivas faziam seus ensaios no local, com direito a produção completa. Deu agonia de tanta breguice. Tinha uma que era uma porquinha, e o cara piorou tudo, botando a pobre deitada de bruço, com as duas pernas levantadas; parecia uma orca, coitada! A fim de tirar onda, me meti num dos ensaios e pedi a uma das almas brancas purpurinadas para tirarmos uma foto com ela, "pra dar sorte". Disse que seria com o objetivo de convencer nossos noivos a casarem conosco. E inda dei minha máquina digital jurássica pro fotógrafo clicar. Foi impagável e o mais perto de véu e grinalda que chegarei, garanto. Medo de me amarrar tenho não (nem tanto), mas acho apavorante fazer parte dessa encenação+gasto absurdo de dinheiro+cafonice-maior-da-face-da-terra. Deve ser porque nunca peguei um buquê.

20 de maio de 2007

Com mãe

Semana passada, numa noite deliciosa de sushi com as amigas mais de rocha (leia-se não farrapeiras) com as quais se pode contar para programas repentinos, uma das fofas veio com a melhor definição ever para nova categoria feminina: sem mãe. "Aquela fulana vive largada, doidona, em todos as festas. Deve ser uma sem mãe!". E, pós-risadas, fomos analisar como o Movimento das Sem Mãe tem adeptas no nosso vasto círculo social. Passa de mão em mão? É sem mãe. Vive entocada na casa do namorado? Sem mãe total. Paga bafão em toda night? Sem mãe, assentada e tudo. Afinal, por mais independente que você seja, não vai desprezar um dos 300 mil conselhos da sua mãe; pelo menos os que não deixam que se torne uma porralôca sem-noção completa, como "bora brincar de fazer a sobrancelha, né?", "vai comer outro chocolate?", "você não já saiu com um semana passada?", "não dê vexame, e vê se chega bem para abrir a grade e deitar na cama". Entre outras coisinhas de mãe que pega no pé, mas é limpeza. Feito a minha. E, por falar nisso, descobri ontem que ela lê meu blog! Na hora, pensei: fudeu! Mas logo lembrei que nunca escondi dela nadinha da minha louca, mas ao menos honesta vidinha. Beijo pra tu, mainha! =*

16 de maio de 2007

Indie woman

Faz exatamente três anos que, no intervalo entre um namoro (longo, como de costume) e outro (tentei evitar, mas...), me divertia com as cabecinhas complicadas (e os corpinhos vigorosos, claro) da Juventude. Juventude aquela que me deu um trabalhinho, dada a falta de experiência e tato dela com a tranqüilidade de relações simples. Também, diria uma amiga, quem manda eu me meter com PID - Pretês com Infância Difícil? Deve ser porque todos os sujinhos que sempre me atraíam (é, ela os chama assim. Nada de cabelinho arrumado, pele lisinha ou roupa engomada) eram PID, indie ou qualquer outra rebeldia sem causa com all star. Pois naquela época - quando eu fazia cara de esfinge - pude exercitar minha real face de mulher independente, sem prestar contas a ninguém. E sem ser vulgar, promíscua ou infiel por causa disso.(Um de cada vez. Sinceridade. 100% relax. Sempre). E ficou marcado um diálogo que tive com meu bofe-preferido-alma-gêmea-casaria-se-gostasse-da-fruta, nas andanças do shopping. Mais ou menos assim:

Eu: "Querido, vou morgar com aquela Juventude que peguei. O cara tá na minha, mas fica fugindo, por medo de magoar o amiguinho dramático que disse que me viu primeiro. E eu não escolho, não, é? Foda-se"

Bofe: "Renatinha, aprenda uma coisa importante sobre os homens: Para eles, existem três tipos de mulheres. 1)As namoradas - aqueles bibelôs, prendadas e casáveis, com as quais dão uma no sábado para manter a relação e a boa impressão; 2)As amantes - rapariguinhas putariáveis, que não acrescentam muito na vida deles, mas que realizam as fantasias; 3) As indies - aquelas inteligentes, descoladas, com os mesmos gostos, que são a trepada da vida do cara, mas que não servem como caso, fixo ou não, pois não vêm com manual. Você não tem manual, Renatinha. Deve dar medo nessa Juventude."

Será que a pessoa assusta tanto assim? Por isso me vejo concordando com os que "dizem que a solidão até que me cai bem."

15 de maio de 2007

Sono de gibi

Noite é fogo. Pra mim, é a hora de dormir mesmo, nem que seja mais tarde, de madrugada; mas o soninho gostoso de gibi (ZZZZzzzz...) só com os bichos noturninhos, como corujas, morcegos e insuportáveis muriçocas. Como minhas noites não têm me permitido desfrutar desse gozo de Morfeu, tenho tentado de tudo para compensar durante o dia. Mas ou tenho cotôco ou sérios problemas para relaxar. Agora mesmo, horário de almoço no trabalho, desisti de comer para tentar descansar (cúmulo do absurdo para a apreciadora de alta gastronomia aqui, e não de junkie food, viu, querido?). Preparei todo o clima: tirei as sandálias, desliguei um dos condicionadores de ar, apaguei as luzes, botei um sonzinho light, fechei as persianas, estendi uma toalha no chão (será que foi isso?), uhú, e...porra nenhuma! Não consegui dormir de forma alguma! Parece que esta minha cabeça tá fazendo pipoca ou coisa parecida. Geralmente, ao tentar dormir de dia, me dá uma sensação de perda de tempo. Óbvio que existem coisas mais importantes pra fazer do que dormir. Mas eu bem que merecia, né? Da próxima vez, tomo um remédio mesmo, e boa noite com sol.

14 de maio de 2007

Pra ser feliz

A gente conversava sobre como a vida se revela difícil de uma hora para outra. Porque quem tá acostumado a sofrer, quando triunfa depois, é só gozo. Mas às vezes é diferente, até o contrário. Vida perfeita, boas notas, família amorosa, namorados apaixonados, amigos fiéis, carreira promissora, elogios de sobra. E, num piscar, os dissabores vão se apresentando um a um, e se desce cada vez mais fundo, tombo infinito. Dói bem mais ver o feio depois de overdose de belo. Não importa como se foi feliz no passado; a vida então passa a machucar mesmo, com força incontível. Aí é que entra a maturidade de optar pela desgraça ou pela virada. Nós estamos virando, galega! E, pelo que conheço da gente, o mundo que se segure pra não ficar de cabeça pra baixo! E eu tô feliz pra caralho, digo logo.

11 de maio de 2007

Único

Era pra ser superficial a resposta do e-mail com notícias suas lá das terras de longe. Mas me lembrei de que você é a única criatura do mundo (o meu) que não me permite ser superficial. Porque a sua profundidade é tão real quanto essa corja escrota de copos borbulhantes, cigarros desfilantes e poses de sushi. Porque você sabe quanto é nojento fazer parte de ois e ais falsos, de sorrisos fulgazes e de promessas cínicas. Eu sei que você sabe, porque somos de verdade. Toda a fumaça e o álcool, todas as palavras idiotas e gargalhadas que regaram nossas madrugadas, até os diálogos absurdos mais despretensiosos me parecem hoje tesouro máximo de memória. E se eu soubesse do valor dessa riqueza há mais tempo, não teria desperdiçado os restos das tardes em que você me visitou no meio do nada - vindo de longe e dos outros - e eu te deixei por alguns momentos de "eu te amos" banais. E teria ido na bagagem para esse lugar ainda mais longe onde estás. E não precisaria responder a porra de um e-mail tão bobo, mas tão bom de me fazer espancar a falsidade que há no meu drink. E seria capaz de ressucitar o calor do abraço de um verdadeiro amigo...e de confessar minha fraqueza tão latente de achar que todo mundo é de verdade. E se você soubesse desse meu blog, certamente riria pra caralho. Porque pra saber quem eu sou e como estou, você não precisa de códigos, só de mim.

9 de maio de 2007

Carne humana

O trabalho tem sido duro estes dias. Além das trezentas mil matérias para produzir, nos entretivemos loucamente com os preparativos para o evento do Dia das Mães. Por tanto esforço jorrado, nos demos de presente, no almoço de hoje, uma boa picanha. Foi, eu comi carne vermelha. E não funcinou como presente pra mim. Foi um pedaço pequeno. E tava meio cru. E lá fui eu de novo (sem querer!) imaginar os boizinhos e vaquinhas se debatendo no matadouro - cenas que eu mesma presenciei algumas vezes -, enquanto meus colegas lambiam os lábios de prazer. O bom foi que eu descontei no bucho e tomei umas cervejas ótimas, geladésimas. Ahhh! Mas fiquei enjoada a tarde toda por causa daquele pedaço. Tem jeito mais não pra mim. Agora eu digo logo: gosto mesmo é de comer carne humana. Sem gordura, mal passada e no espeto, por favor!

6 de maio de 2007

3 C

Crepe, Cosmopolitan e conversa miúda. Foi o que deu pra fazer na noite de ontem, na companhia de queridas. Ah, e também deu pra pintar minha unha de vermelho-rapariga à tarde. Mais tempo e menos olheiras seria maravilhoso. Mas ter visto a boneca dançando e o boneco em pé no berço não tem preço. Nem tempo ruim.

2 de maio de 2007

Coração de papelão

Ontem tive a felicidade de estar em casa e assistir a TV. Na falta de algo melhor pra fazer, vejo, no Vídeo Show, um clipe de Jairzinho e Simony. Enquanto observava as ombreiras da sardenta amostradinha e o estilo I wanna be Michael Jackson do pirralha, pensei no que eles deviam ter como idéia de futuro naquela época. Jairzinho provavelmente não imaginava que ser filho de Jair Rodrigues daria tanto trabalho. Demorou, mas o rapaz, agora Jair Oliveira, conquistou seu espaço e sua identidade (e tb uma gostosona da Globo, claro. Ele também não é de se jogar fora). Para ela, no entanto, a separação ou a maturidade (??) parece ter causado traumas tão grandes quanto seus peitões. Tendo reaparecido mais "mulher", entoando sua gasguita, ela costuma aparecer nos sites e revistas de fofocas quando está grávida ou nua em ensaio de revista masculina. No ano passado, nasceu sua terceira criança, Pyetra, filha de um jogador de futebol. Os outros dois filhos de Simony foram fruto de seu casamento com o rapper Afro X, que chegou a receber visitas da cantora no presídio. Em 2001, a safadinha aceitou que cenas do parto de Ryan, seu primeiro filho, fossem exibidas no Domingo Legal. Simony evita comentar se algum dia vai estourar de novo, como durante o Balão Mágico, mas faz questão de frisar: "Não falo da minha intimidade.". Precisa? Questões: teria o moreninho tímido saído intacto da animadinha Simony? Será que ele é padrinho dos seus filhos? Ela seria frígida e, por isso, tenta lugares estranhos, como presídios e campos de futebol? E eu que achava meiga a musiquinha: "recortei a luz da lu-u-u-a e colei num papelão/escrevi assim: 'sou su-u-u-a' e te fiz um coraçã-ão"

30 de abril de 2007

ABCDário

Ele veio com "A de amor e B de baixinho..."...E eu, pra descontrair, brinquei com a foto de V de Virose e a camisa T de Tabacudo. E me lembrei de todas as nossas frases feitas e piadas internas, que a gente não se cansa de repetir como bons chatos que somos. E foi engraçado ver que, mais uma vez, estamos nos mesmo barco, que, apesar do drama, tá mais para Cruzeiro das Loucas do que Arca de Noé. Despediu-se com convite pruma festa num motel, na companhia de todas as bichas loucas do planeta. Aí fiquei mais aliviada, reconhecendo aquele olhar (não revelado, porém imaginado) do meu querido entre as lágrimas inconvenientes - que não combinam nadinha com ele. Dario, você é meu número par preferido! =*

25 de abril de 2007

Bom partido

Antes comigo do que mal acompanhada. Ou não? Engraçado como o mundo não perdoa a solidão consentida. Quando se está sozinho por desespero, falta de opção ou graves problemas, a fila parece não andar; contudo, no momento em que você passa a pedir um só copo na mesa do bar, ir ao cinema na companhia de sua pipoca ou não pentear o cabelo de manhã, parece despertar o incômodo alheio. Não bastassem as pessoas adotarem o passatempo de projetar pretendentes do sexo oposto (geralmente) para preencher o que acreditam ser vazio na sua vida, aparece peça de tudo quanto é lado para perturbar a sua condição zen (ou sem). A exemplo do taxista que acaba de me trazer. Mais um provável paciente, decidisse eu pela carreira de psicóloga (eu mereço; deve ser cármico). Mal entro no carro, ele começa a desabafar sobre o fato de estar na justiça com duas mulheres. Quase chorando, após narrar a situação da última, disse sentir-se inclinado a fazer uma besteira (para os telespectadores de novela mexicana de plantão, cometer um crime). Em vez de temer e rezar pra chegar logo, eu invento de soltar duas palavrinhas e responder indiretamente aos questionamentos do cafusú. Pois o chofer não só me deu seu cartão como insinuou, se tivesse a sorte, assumiria os meus gêmeos e me encheria de presentes e muito carinho. Mereço? Acho que somente pelo fato de você estar bem resolvida sozinha - o que deve dar um ar de superioridade, falsa, claro - passa a parecer um bom partido. Deve ser essa a justificativa para a minha querida psicóloga querer me ajeitar com o filho dela, um rapaz interessante, separado, com um Polo e um apartamento em Boa Viagem (características que fez questão de frisar, sem saber que geralmente os lisos, desajuizados e maltrapilhos me intrigam. E mora sozinho. E me achou linda e inteligente, veja só! Ahã). Pelo menos agora sei que não sou louca por completo, ou ela não ia me querer para nora.

22 de abril de 2007

Pras meninas

Noite agradabilíssima a de ontem, quando a Ruiva Obscena e a pequena de olhos verdes me pegaram em casa pra assistirmos a episódios de Sexy and the City. Foi ótima a experiência coletiva: as quatro periquitas no quarto (as nossas e o vinho homônimo, claro), frente à grande tela de Olhos Verdes. Mas o bom do clube da tanga são sempre as conversas inspiradíssimas e reveladoras de coisas que a gente nem nota antes das divertidas e profundas análises. E é cômico (re)descobrir quão previsíveis e tabacudas somos nós, meninas. Por exemplo, Ruiva, ultimamente esquisitinha com los muchachos (o último era uma franja ambulante que dá o cu que cochila! Ainda bem que ela percebeu em tempo e deu o "lavra"), tá numa de um cafusú ótemo, que comparece e dá a real, mas tá toda desconfiada, coitada, só porque o carinha parece normal (trauma é foda). Já eu descobri que estou ficando louca, justo agora que faço uma terapia maravilhosa. Pois num é que só nessa fofoquinha me dei conta de que, além de consumista, sou sem noção?! Na minha última sessão com a psi, saí do consultório com a sacola cheia de lingerie (cores, modelos e adornos pra todo gosto. Lindas e baratas, meninas!). As peças me foram oferecidas pela ouvinte do inconsciente, que sabia que eu iria curtir. Ficamos fuçando as sacolas feito catadores de caranguejo no mangue; uma coisa! Só ontem me dei conta do que fiz: gastei dinheiro pra quê? Solteira, quietinha e boa menina (huum), vou fazer o que com os modelitos sensuais? Geralmente as moças se equipam de novas armas na situação contrária, quando arrumam um bofe. Até porque se pintar um peixe na rede, os conjuntinhos antigos vão ter cara de novidade! Uia! Ah, e por falar em peixe, ontem também saiu uma história de um gato que leva a vida no mar, é sedutor e ainda por cima passou da fase de cafusú para selvagem total (não, não é o Boto daquela lenda). Ele existe por aqui, e, além de outros hábitos rudimentares, corta o cabelo com uma faca! Uaaaaaau! Ele curtiria a de renda vermelha ou a preta de fitinhas cor-de-rosa?

20 de abril de 2007

A Identidade Buarque

É porque eu não consigo mais pensar em outra coisa se não aquele menino velho tímido pronunciando meu nome no palco (sim, não sou Renata Maria, mas Maria toda mulher é, não? =D)... Tirando o ataque das mulheres no cio, foi uma das coisas mais tudas da minha vida. Se quiser saber como foi, passa lá no meu blog preferido: www.vacacaga.blogspot.com.

18 de abril de 2007

I love cafusú

Imaginar aquela figura de camisa estampada, correntinha dourada, óculos de caminhoneiro e palito na boca sempre foi broxante para muitas mulheres. No entanto, o conceito de cafusú foi amadurecendo, e esse homem rústico e de hábitos grosseiros evoluiu por tabela. Se antes almejávamos a tipos finos, cultos e gentis, hoje a canalhice descarada dos atraentes moderninhos (mesc, indies ou emos) causou tantos traumas nas calcinhas metidas a sabe-tudo-do-bicho-homem que passamos a olhar o cafusú com mais carinho. Uma amiga provou agora o gosto (de arroz com feijão. Ou o cheiro de desodorante Tres Marchand) desse espécime após período de solidão devida a experiências mal-sucedidas com modernos. Pois a bela resolveu aceitar o convite do tal colega de trabalho, de apenas 18 anos (ela tem 30, uma filha de 9 meses e separada do reprodutor psicodoentinho. Quase eu). Rá, bastaram alguns dias de flerte e o cafuça foi logo convidando a danada pra sair. Ela me ligou no domingo, dizendo que foram prum brega que ela nem sabe explicar onde fica, ele pagou tudo, agarrou legal e dançaram a noite toda. "Nunca me diverti tanto!", deixou escapar a mulher feliz. Quantos anos ela esperaria até que os modernos-canalhinhas decidissem sair a sós? Temeriam a rejeição, enrolariam com medo de furar o olho do amigo que também achou a gata legal, receariam chamar a mulher na grande por estarem sem dinheiro para comer crepe de espinafre...Fora o ninja que talvez dessem depois para evitar um possível e hipotético namoro ou uma crítica dos membros do clã. Ou talvez por ela não ter estudado o manual do cult ou não saber de trás pra frente uma música dos Beatles. Sim, medo é o que teriam. Resumindo, frouxos! Cafusú é destemido, te joga na parede de com força, não se envergonha dos seus hábitos e gostos, comparece e ainda te chama de princesa. Mala sim, mas com categoria. O canalha clássico te chifra, mas te dá flores e jamais te ofende; o moderno te dá bola, te esnoba depois e ainda te trai na cara. Precisa ainda ter vergonha de dizer que gosta de cafusú? Quem nunca pegou um que atire a primeira cusparada no chão!

17 de abril de 2007

Flor da idade

É fato: tanto eu quanto boa parte dos meus amigos estamos mais para o túmulo do que para o berço. Números e rugas à parte, nas minhas anotações de psicologia barata, tenho observado, de uns dias para cá, um ar insistentemente nostálgico em mesas de bar, sofás e blogs. Um amigo, após rodada de sushi regada a memórias-jukebox (para mim, já costumeira atividade notívaga), descobriu que não mais vive sem as lembranças de um tempo lá pra trás. Desde então - creio que faz dois meses -, o rapaz me liga todas as sextas-feiras (acho que por estar mais bêbado) para cantarolarmos um trecho de certa música de Robby (ex-Menudo), que parece ter despertado no querido uma crise (divertida, e já minha companheira há mais tempo) de idade. Outra moça estimada tem demonstrado um brilho mais forte nos olhos quando rememora as historinhas do passado, as estripulias da sua "adolescência" (ainda bem que não veio com "na minha juventude"...aí seria caixão e vela preta). Outra peça adorada do sexo masculino, fez a feira na revista da Natura, com a linha Renew 30+ (e ele nem chegou à era balzaca), e pagou tudinho com gosto. Já, no mundinho virtual do meu povo amado, não falta aquele gostoso saudosismo. Eu mesma tenho contextualizado diversos causos da nossa trajetória com o clichê "na minha época"...E é incrível como imitamos nossos velhos, que sempre se referem ao seu tempo como o melhor. Rá, melhor foi o meu, que teve tanta coisa absurda, brega e gostosa que a gente nem precisa de points, maquiagem e baladas pra se divertir nos encontros amistosos.

13 de abril de 2007

Sexta treze

Se tem um negocinho com o qual nunca me preocupei é essa tal de superstição. Passar embaixo de escada, gato preto, espelho...me poupe, faço tudo! (A única exceção é o tal do "brindar sem beber... e beber sem brindar". Não custa garantir). Mas hoje minha sexta foi/é muito treze! Para se ter idéia, nesta semana difícil (maldita é muito feio), teve caso de polícia no trabalho (federal!), babá saindo, dor de cabeça entrando, menstruação chegando e trabalho acumulando. Hoje foi o fechamento perfeito, quando, ao chegar no restaurante para almoço com colegas de trabalho, uma amiga, sem querer, fechou a porta do carro no meu dedinho polegar direito, coitado! Passei uns 30 segundos até a porta destravar, abrir e eu tirar a mão. Mas sou tão implicante com a superstição que me considero sortuda neste diazinho estranho. Sim, estou escrevendo neste momento (canhotinha que sou), oras. Como estava chegando ao restaurante, pedi correndo gelo e meti a mão num balde geladíssimo por uns 40 min. O dedo tava muito amassado, coisa horrível, mas sou uma mulher de sorte: não quebrou nem ficou pendurado (como vi em casos passados com duas amigas); tá só inchadão e doendo pacas! Duas colegas correram pra comprar o remédio prescrito pelo médico(por fone) enquanto outra me distraía falando descontroladamente (sim, elas estavam mais desesperadas do que eu. Rá, não sabem o que é parir gêmeos!) Após o remédio, a dor passou, comi picanha (carne vermelha? oh no! Mas hoje fiz questão...embora esteja enjoada até agora), tomei duas cervejas, ri bastante e ainda vou pro Abril Pro Rock, que eu mereço! Ah, e hoje a pessoa que provocou o caso de polícia no trabalho devolveu o objeto (valioso e tombado,pa-tri-mô-nio da Uniããão!) que havia sido "levado emprestado". Se até amanhã der tudo certo, continuarei nem aí pra figas, talismãs e sal grosso. Nem se o Santinha continuar a cair (até porque aquela vitória sobre a Coisa devolveu toda a moral do Mais Querido! Quá-quá-quá!).