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27 de julho de 2007

Terça Insana Parte I - A saga de Sueli

O que se esperar de uma noite em que sete mulheres cheias de histórias hilárias se encontram num pega-bebo onde o caldinho de dobradinha é a boa para acompanhar a cerveja e o jogo do Santinha? Onde o garçom é mestre-dos-cafuçus e de onde se parte em carros emparelhados ao som dos Beatles? Quando se chega no bar mais pode-crê de Olinda e ninguém sai do jeito que entrou? Uma terça-feira surreal de boa! E o que se pôde ser captado será registrado. Primeiramente pela saga da querida amiga Sueli (nome fictício), criatura que nasceu para protagonizar. Ponto. No auge de seus 30 anos, a querida achava que tinha muito o que viver ainda, mas não esperava tanto em tão pouco tempo. A lapa de morena, num período de libertação, passou a colecionar encontros fatídicos com personagens vindos de algum lugar do fim do mundo. Como o caribenho, que passou a noite tentando abatê-la, mas usava mal (e em bom tom) o português com sotaque do inferno: "ménina bónita...bunda bóa...eu não entende porque está sozinha". E ela odeia que a chamem de encalhada. Ainda mais por uma criatura do naipe de Babaxôla, o babalorixá de meia tigela que dizia manjar tudo do futebol pernambucano em 2005. Sim, Sueli, como não bastasse sua vida difícil, teve a triste sorte de assistir a um filme de terror ao lado do vidente, que acompanhava o amigo convidante dos dois. Chocado com as cenas, o Xôla fazia pose de meditação, resmungava uns mantras e comentava: "filme não bom para Babaxôla". (alguém sabe de onde vem aquele sotaque? pq ele é do Paraguai, na certa!). No carro, mamachola fez o comentário: "Babaxôla não entende como moça bonita, formada não arrumou um casamento...". Sueli por pouco não o mandou casar com Exu e guardou mais esse gole de sapo no seu traumatizado coração solteiro. Mas nem Xôla nem caribenho sabiam do segredo de Sueli. Aquele que a tornava tão especial ao ponto de afastar. Na intimidade, Sueli era conhecida como Piriquita de Navalha, por sua peculiar incapacidade de controlar sua vagina, que tinha vontade própria. Desde rasgar camisinha de lado a arrochar bilaus desprevenidos, a Navalha enlouquecia os parceiros pelas contrações involuntárias, mas acabava por repelir os marmanjos, que temiam perder o membro no meio do prazer. Sueli, poderosa, se viu condenada a viver de cama em cama, mas optou por esperar o homem merecedor da sua amiga perigosa; embora saiba que a maioria não merece nem o cinema com Babaxôla.