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2 de junho de 2007

O tudo de bem do nego bom

Meu trauma recentíssimo de bebida se foi. A maturidade volta a dar sinais, graças. Ontem, exemplo, comecei a tomar cerveja ao meio-dia, no aniversário de uma amiga. Tudo bem que era no Portal do Derby, mas foi legal mesmo assim. Porque o Nego Bom disse a frase legal do dia no brinde: "Tudo de bem, porque o que é bom pra você pode não ser pra mim, mas o que é do bem é bom pra todo mundo". Bom, ele é bom pra todo mundo (acredite) e mandou bem. O fato é que tornei a cervejar no Fofão e depois no Burb, até tarde. E nem deu pra ficar tonta, como de costume. Acho que foi porque eu tive, além de todos os queridos presentes, Fofo e Torta, tão amados! Eles nem sabem, mas me conquistaram desde um certo dia de fevereiro, quando dispensaram um programa animado pra me acompanhar num show regado a fossa - de graça e sem juros. E hoje foi outro dia surreal de tão bom (e do bem). O totoso e a galega vieram logo cedo pra mi casa, e protagonizamos nossa prometida sessão de vinhos e poesias. E mais crianças. E mais Noite Ilustrada. E Legião, claro. Florbela nos Espancou legal. "Menina danada!", definiu ele. Ela corou naquele poema aleatório. Eu me senti a própria no outro que disseram ser pra mim. E vinho e cachaça só deixaram tudo mais leve. E eu sei que ser feliz é meio que isso mesmo: ter amigos daqueles que chegam a dar aperto no peito e lágrima no olho. Pros quais dizer que é frágil não faz mal. E sobre os quais nunca é demais falar e escrever. E eu amo mesmo, com toda a permissividade do meu coração vagabundo.