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13 de agosto de 2007

Por que o diabo veste Prada

Ela: A solidão é um vestido Prada pra mim

me: uiaaa. que metáfora chique!

Ela: é uma victoria secrets: veste bem, mas é caro.

***
E foi assim que, sem querer, a querida amiga me chamou a atenção para meu próprio coração. Este aqui, que pouco tenho visitado ou deixado visitar. Animação, bom humor, alegria...continua tudo latente, fazendo parte do meu show. Mas, na hora de se ensimesmar, a coisa complica, o nó na garganta aperta e as lágrimas caem como avalanche, lavando, levando e gerundiando tudo o mais. Hora mais incoveniente impossível. Pior é inventar razões/desculpas/(culpas de terceiros) banais pra não revelar o real (e ainda menos conveniente) motivo dar dor liqüefeita. Aceitar que é natural curtir momentos que o oráculo legionário ilustraria com Giz: "...és parte ainda do que me faz forte pra ser honesto e só um pouquinho infeliz. mas tudo bem, tudo beeeem...". Por que sentir um vazio por ele ter casado, se eu mesma o libertei para ir em busca de outras maçãs anos atrás? Se não mais o doce dessa fruta eu sentia? Por que sentir raiva do "outro ele" quando resolve esfregar na cara a "nova ela", se a "mesma eu", ao constatar que o tumor era maligno, o expurguei do corpo e da alma? Se agora o câncer tá curado e o mar tá calmo? Aceitar dores indevidas, injustificáveis e até inverídicas é tão ruim que a gente acaba enfiando os pés pelas mãos, ou a cara na cana ou a faca num possível affair dos que valem a pena. Aí, depois da ressaca moral, os resultados: o vazio era fome, não saudade; a possibilidade do novo se tornou lenda; eu sou uma eu otária perante os bons...Mas nada que uma segunda-feira 13 não piore.

30 de abril de 2007

ABCDário

Ele veio com "A de amor e B de baixinho..."...E eu, pra descontrair, brinquei com a foto de V de Virose e a camisa T de Tabacudo. E me lembrei de todas as nossas frases feitas e piadas internas, que a gente não se cansa de repetir como bons chatos que somos. E foi engraçado ver que, mais uma vez, estamos nos mesmo barco, que, apesar do drama, tá mais para Cruzeiro das Loucas do que Arca de Noé. Despediu-se com convite pruma festa num motel, na companhia de todas as bichas loucas do planeta. Aí fiquei mais aliviada, reconhecendo aquele olhar (não revelado, porém imaginado) do meu querido entre as lágrimas inconvenientes - que não combinam nadinha com ele. Dario, você é meu número par preferido! =*