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22 de junho de 2007

Prazer da presença

Singular a sensação de felicidade em estar com os amigos. Aqueles que sabem a dor e a delícia de você ser o que é, e te amam da forma mais intransitiva. Embora a tecnologia atual esnobe a distância dos corações atados, nada mais gostoso do que abraçar, beijar, morder e apertar (bem Felícia) os queridos que os quilômetros e os meses afastaram. Esta semana foi assim, como gosto de vontade morta, fome saciada, dor curada e males sanados. Só pela presença corpo-espírito de duas das mais cheirosas flores do meu grande jardinzinho interior. Mesmo que por uma noite, por uma tarde. Porque a gente sabe aproveitar cada segundo só de olhar - e compreender apenas com tal gesto. Só de desfazer compromissos e marcar aquele espacinho na agenda que nem podia existir em outras circunstâncias. De se ver tanto tempo depois e parecer que foi há duas horas. Coccinelle e Negha, eu amo vocês demais! E, embora feliz pelos momentos juntas, cada uma no seu dia, sinto muito essa ausência incoveniente. Essa ausência da presença. Porque a gente continua grudadinhas nas lembranças tantas. Das gargalhadas ébrias às lágrimas aflitas. Dos altos e baixos. Do ser mulher, e ser foda, e se bastar e se orgulhar. Me orgulho da gente. E até do meu egoísmo: voltem.