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16 de maio de 2007

Indie woman

Faz exatamente três anos que, no intervalo entre um namoro (longo, como de costume) e outro (tentei evitar, mas...), me divertia com as cabecinhas complicadas (e os corpinhos vigorosos, claro) da Juventude. Juventude aquela que me deu um trabalhinho, dada a falta de experiência e tato dela com a tranqüilidade de relações simples. Também, diria uma amiga, quem manda eu me meter com PID - Pretês com Infância Difícil? Deve ser porque todos os sujinhos que sempre me atraíam (é, ela os chama assim. Nada de cabelinho arrumado, pele lisinha ou roupa engomada) eram PID, indie ou qualquer outra rebeldia sem causa com all star. Pois naquela época - quando eu fazia cara de esfinge - pude exercitar minha real face de mulher independente, sem prestar contas a ninguém. E sem ser vulgar, promíscua ou infiel por causa disso.(Um de cada vez. Sinceridade. 100% relax. Sempre). E ficou marcado um diálogo que tive com meu bofe-preferido-alma-gêmea-casaria-se-gostasse-da-fruta, nas andanças do shopping. Mais ou menos assim:

Eu: "Querido, vou morgar com aquela Juventude que peguei. O cara tá na minha, mas fica fugindo, por medo de magoar o amiguinho dramático que disse que me viu primeiro. E eu não escolho, não, é? Foda-se"

Bofe: "Renatinha, aprenda uma coisa importante sobre os homens: Para eles, existem três tipos de mulheres. 1)As namoradas - aqueles bibelôs, prendadas e casáveis, com as quais dão uma no sábado para manter a relação e a boa impressão; 2)As amantes - rapariguinhas putariáveis, que não acrescentam muito na vida deles, mas que realizam as fantasias; 3) As indies - aquelas inteligentes, descoladas, com os mesmos gostos, que são a trepada da vida do cara, mas que não servem como caso, fixo ou não, pois não vêm com manual. Você não tem manual, Renatinha. Deve dar medo nessa Juventude."

Será que a pessoa assusta tanto assim? Por isso me vejo concordando com os que "dizem que a solidão até que me cai bem."