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17 de abril de 2007
Flor da idade
É fato: tanto eu quanto boa parte dos meus amigos estamos mais para o túmulo do que para o berço. Números e rugas à parte, nas minhas anotações de psicologia barata, tenho observado, de uns dias para cá, um ar insistentemente nostálgico em mesas de bar, sofás e blogs. Um amigo, após rodada de sushi regada a memórias-jukebox (para mim, já costumeira atividade notívaga), descobriu que não mais vive sem as lembranças de um tempo lá pra trás. Desde então - creio que faz dois meses -, o rapaz me liga todas as sextas-feiras (acho que por estar mais bêbado) para cantarolarmos um trecho de certa música de Robby (ex-Menudo), que parece ter despertado no querido uma crise (divertida, e já minha companheira há mais tempo) de idade. Outra moça estimada tem demonstrado um brilho mais forte nos olhos quando rememora as historinhas do passado, as estripulias da sua "adolescência" (ainda bem que não veio com "na minha juventude"...aí seria caixão e vela preta). Outra peça adorada do sexo masculino, fez a feira na revista da Natura, com a linha Renew 30+ (e ele nem chegou à era balzaca), e pagou tudinho com gosto. Já, no mundinho virtual do meu povo amado, não falta aquele gostoso saudosismo. Eu mesma tenho contextualizado diversos causos da nossa trajetória com o clichê "na minha época"...E é incrível como imitamos nossos velhos, que sempre se referem ao seu tempo como o melhor. Rá, melhor foi o meu, que teve tanta coisa absurda, brega e gostosa que a gente nem precisa de points, maquiagem e baladas pra se divertir nos encontros amistosos.
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