
Não saberia responder. Não sobre ele, a interrogação. Os pretenciosos - e tão pobres - conhecimentos sobre a escorregadia alma masculina não parecem funcionar naquela atmosfera nebulosa que o circunda. E rarefeita. Tragam-me ar, por favor. Não, não me sinto bem assim nessa neblina - quente aqui. As mãos pegam fogo. Dêem-me água, imploro. Pensando melhor, sinto-me bem. Mas não sem assumir minha condição de analfabeta de seus anseios. Anseio por algo que nem sei se aceito. E ainda assim desejo. Ler, soletrar, pronunciar em seu ouvido tudo o que minha boca não ousa falar. Mergulho, pois, nessa névoa e permito-me embriagar de exclamações. Que as vírgulas fiquem embaixo dos lençóis. E o ponto bem longe do final.