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22 de dezembro de 2007

Dezembro


Luzes que fazem a noite brilhar como o coração diante de novos sonhos. Dinheiro no bolso; saúde pra dar e vender. Presentes e presenças. Latentes as ausências. Papai Noel ou pessoa cruel. Saudade do que se foi...e do que não foi. Saudade que não se foi junto com o calendário velho. Sol quente pra derreter o iceberg cardíaco. Confraternização sem fraternidade. Amigo secreto sem amizade. Peru e rabanada sem vontade. Talvez um sorriso de verdade. Esperança de dias melhores; ao menos na cor das calcinhas. Espumante e banho de mar, sete ondinhas. Lágrimas e a ficha da solidão caindo certeira. Solidão e fichas apostadas no fim certo das lágrimas. Vontade de estar com ele. Estar com ele sem vontade. Mãos dadas sem calor. Suor pela mão querendo se dar. Nó na garganta; nó na gravata. Nó nas tripas; nó nas camas...nós em chamas; nós...quem chama? Voz de quem se ama; o amado que não tem voz; voz que falta; voz que não se merece ouvir. Ouço fogos...acabou dezembro! A gente é fraco, cai no buraco; o buraco é fundo; acabou-se o mundo. Mais doze meses pra chegar o mês doze, o melhor e o pior dos tempos, que arranca máscaras e provoca verdades. 5, 4, 3, 2, 1...bem-vindo, ano par!