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14 de dezembro de 2007

Chuva


Tão ingênuo acreditar
Que a vida será diferente
Se na alegria já se pressente
Estrondo grave, trovão do penar

E por que, ao se assustar,
A gente não se defende
E se protege, demente,
Para não ter de enxugar

A chuva, que teima em cair
Relâmpago claro a partir
O peito já dolorido?

Mas não adianta entender
Por que se merece sofrer
Se tudo já foi diluído.